Incêndio de grandes dimensões no Monte do Sameiro mobiliza centenas de operacionais

Incêndio de grandes dimensões lavra no Monte do Sameiro, Braga. Vento forte e declive dificultam combate. Há um ferido registado.

Incêndio de grandes dimensões no Monte do Sameiro mobiliza centenas de operacionais

Um incêndio de proporções preocupantes deflagrou esta segunda-feira, 6 de abril de 2026, no emblemático Monte do Sameiro, em Braga. O alerta inicial foi registado às 13:19, na freguesia de Espinho, e as chamas continuam a lavrar com intensidade, alimentadas por condições meteorológicas adversas e uma densa carga combustível. De acordo com as últimas atualizações da Proteção Civil, o dispositivo de combate foi reforçado ao longo da tarde para travar o avanço do fogo junto a uma das zonas mais visitadas da região.

Combate dificultado pelo vento e declive acentuado

O teatro de operações apresenta desafios extremos para as equipas no terreno. Segundo fonte do Comando do Cávado da Proteção Civil, o vento forte que se faz sentir na zona de Braga é o principal entrave à eficácia do combate. A propagação das chamas é acelerada pelas rajadas, que projetam partículas incandescentes para áreas ainda não atingidas.

Além da meteorologia, a morfologia do terreno no Monte do Sameiro complica a progressão dos veículos pesados. O declive acentuado impede o acesso direto de algumas viaturas a focos estratégicos, obrigando os operacionais a um combate manual e de grande desgaste físico. A vegetação seca, descrita pelas autoridades como uma “grande carga combustível”, serve de alimento contínuo ao incêndio, que já é considerado o maior incêndio rural no concelho de Braga neste ano de 2026.

Dispositivo reforçado e registo de um ferido

Pelas 17:15, os números oficiais da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicavam um aumento significativo dos meios. O combate mobiliza agora:

  • • Mais de 120 operacionais de diversas corporações;
  • • 36 veículos de apoio logístico e combate direto;
  • • 2 meios aéreos ligeiros que operam enquanto as condições de visibilidade e vento o permitem.

Entre as forças envolvidas encontram-se os Bombeiros Sapadores e Voluntários de Braga, apoiados por corporações vizinhas de Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Amares e Barcelos. Apesar da violência do fogo, a Proteção Civil assegura que, até ao momento, não há habitações ou estruturas do Santuário do Sameiro em risco direto. Contudo, há registo de um ferido sem gravidade, assistido no local, de acordo com informações avançadas pelos Bombeiros Sapadores de Braga.

Preocupação da população e vigilância apertada

A densa coluna de fumo é visível de vários pontos da cidade de Braga, gerando apreensão entre os residentes e os peregrinos que frequentam o Santuário. As autoridades mantêm perímetros de segurança e recomendam que a população evite deslocações desnecessárias para as imediações do Monte do Sameiro, de forma a não dificultar a circulação das viaturas de emergência (temporary.new.impala.pt/atualidade/).

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já tinha alertado para o risco elevado de incêndio na região devido à baixa humidade relativa, que registou valores próximos dos 27% durante a tarde. A investigação sobre as causas do início do fogo será efetuada pela GNR após a fase de rescaldo.

Luís Martins; WiN
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