Greve no Metro de Lisboa paralisa capital a 9 e 14 de abril

Saiba tudo sobre a greve no metro de Lisboa nos dias 9 e 14 de abril. Sem serviços mínimos, o impacto na mobilidade poderá ser total.

Greve no Metro de Lisboa paralisa capital a 9 e 14 de abril

A mobilidade na cidade de Lisboa sofrerá restrições severas durante o mês de abril. Estão confirmadas duas greves de 24 horas que prometem encerrar a rede do Metropolitano de Lisboa na sua totalidade. A primeira paralisação ocorre já esta quinta-feira, dia 9 de abril, seguindo-se uma segunda jornada de protesto na terça-feira, dia 14 de abril. A ausência de serviços mínimos de transporte é o dado central que os passageiros devem considerar para o seu planeamento.

Datas críticas e horários da paralisação

As datas fixadas pelos sindicatos representativos dos trabalhadores visam um impacto máximo na operação ferroviária urbana.

  • • 9 de abril (quinta-feira): Greve de 24 horas. O serviço deverá ser interrompido às 06:30 e retomado apenas na manhã seguinte.
  • • 14 de abril (terça-feira): Nova greve de 24 horas. O cenário de fecho das estações repete-se, afetando todas as ligações entre as linhas Verde, Amarela, Azul e Vermelha.

Decisão do tribunal: Zero serviços mínimos de transporte

Uma auditoria rigorosa à decisão do Conselho Económico e Social (CES) confirma que não foram decretados serviços mínimos para a circulação de comboios. O acórdão n.º 12/2026 determina que a greve no metro não será mitigada por circulações parciais.

O tribunal arbitral entendeu que, devido à existência de transportes alternativos à superfície (Carris), não se justifica a imposição de serviços de transporte no subsolo. Estão apenas salvaguardados os serviços de segurança, vigilância de equipamentos e manutenção crítica das infraestruturas para evitar danos irreparáveis no património da empresa.

Causas do conflito: Por que razão há greve no metro?

A contestação laboral assenta numa rutura entre a administração e as estruturas sindicais (Fectrans, STTM, SINDEM, SITRA e SITESE). Os pontos de discórdia são objetivos e focados na gestão de recursos humanos.

  • • Fichas de Funções: Os trabalhadores opõem-se ao que classificam como “desrespeito pelas categorias profissionais”, exigindo que as tarefas desempenhadas correspondam estritamente aos cargos contratualizados.
  • • Acumulação de Postos de Trabalho: É contestada a obrigatoriedade de assumir múltiplas funções de vigilância e operação em simultâneo, o que os sindicatos alegam comprometer a segurança e o bem-estar.
  • • Regulamentação de Carreiras: A falta de resposta às propostas de valorização salarial e a gestão dos tempos de trabalho suplementar alimentam o impasse negocial.
Consequências práticas para o passageiro

Sem comboios a circular, a pressão sobre o transporte rodoviário será extrema. A Carris, embora não esteja em greve, terá dificuldades em absorver o fluxo de centenas de milhares de passageiros que utilizam o metropolitano diariamente. É expectável que as principais artérias de Lisboa fiquem congestionadas, com tempos de espera elevados em paragens de autocarros e interfaces de transporte.

A administração do Metropolitano de Lisboa confirmou que as estações deverão permanecer encerradas ao público durante todo o período da paralisação por razões de segurança. Recomenda-se a verificação constante dos canais oficiais de comunicação antes de iniciar qualquer deslocação.

Luís Martins; WiN
Imagem Pexels

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