Governo quer 40% da população entre os 30 e os 34 anos com diploma superior até 2020
O Governo quer que 40 por cento da população entre os 30 e os 34 anos tenha um diploma de ensino superior em 2020, segundo o Plano Nacional de Reformas.
Lisboa, 11 abr (Lusa) — O Governo quer que 40 por cento da população entre os 30 e os 34 anos tenha um diploma de ensino superior em 2020, segundo o Plano Nacional de Reformas.
No documento hoje enviado ao Conselho Económico e Social e que faz o balanço das medidas em curso, o Governo refere que este desafio assumido por Portugal exige ações concretas de alargamento da base social do ensino superior e de qualificação da formação avançada, a nível doutoral e pós-doutoral, bem como da promoção e valorização da atividade científica, e da atração de recursos humanos qualificados para Portugal.
Concretizar este desígnio pressupõe, segundo o Governo, entre outras linhas estratégicas, o aprofundamento da autonomia das instituições e da sua diversidade institucional, uma maior articulação entre a oferta formativa e as dinâmicas de desenvolvimento socioeconómico e o reforço dos mecanismos de internacionalização.
O Governo explica no documento que foram assinados em julho de 2016 os contratos de legislatura com as universidades e com os politécnicos públicos para garantir as condições adequadas para o reforço da autonomia institucional e a estabilidade do financiamento.
Para o alargamento da base social do ensino superior e da sua inserção territorial, adianta, foi lançado e dinamizado um Programa de Modernização e Valorização dos Institutos Politécnicos, promovendo a sua ligação a atores locais através da promoção da investigação.
Em 2017, a par do exercício de avaliação internacional, a desenvolver pela OCDE e que incide na elaboração de um diagnóstico e na identificação das melhorias a implementar no sistema, o governo assume como prioridade proceder a uma avaliação do regime jurídico das instituições de ensino superior, reforçando a autonomia das instituições e o regime fundacional.
O Governo propõe-se ainda a Reforçar a estabilidade financeira das instituições e diversificar as fontes de financiamento, através do acesso a fundos comunitários, numa lógica de gestão plurianual, a desenvolver ações que incrementem a eficiência administrativa, diminuindo a burocratização e reduzindo ou eliminando fatores de constrangimento da sua autonomia.
No documento, o Governo garante a intenção de estimular o emprego científico e académico e reduzir a precariedade dos vínculos na investigação científica, através do desenvolvimento das condições legais e financeiras adequadas à promoção do rejuvenescimento das instituições de ensino superior.
Na estratégia governamental para garantir que 40 por cento da população entre os 30 e os 34 anos tenha um diploma de ensino superior em 2020 está ainda o alargamento da base social do ensino superior, com a valorização das formações curtas de âmbito superior a oferecer no âmbito do ensino politécnico.
Ainda no âmbito das metas para 2020, o governo refere que mantem a intenção de reduzir a taxa de abandono escolar precoce na população entre os 18-24 anos para os 10% explicando no documento que, a redução em cerca de 24 pontos percentuais da taxa entre 2005 e 2016 e as medidas previstas para execução nos próximos anos “fazem acreditar na concretização da meta”.
GC // JMR
By Impala News / Lusa