Cáritas Venezuela alerta para aumento de desnutrição aguda em crianças até 5 anos

Os últimos estudos realizados pela Cáritas na Venezuela mostram que a desnutrição aguda em crianças até cinco anos está a “aumentar perigosamente”, disse hoje em Roma, Itália, a diretora da organização humanitária daquele país, Janeth Márquez.

Cáritas Venezuela alerta para aumento de desnutrição aguda em crianças até 5 anos

Roma, 20 mai (Lusa) — Os últimos estudos realizados pela Cáritas na Venezuela mostram que a desnutrição aguda em crianças até cinco anos está a “aumentar perigosamente”, disse hoje em Roma, Itália, a diretora da organização humanitária daquele país, Janeth Márquez.


Num encontro com um grupo reduzido de meios de comunicação sobre a reunião da Cáritas Internacional em Roma, Márquez explicou que a organização levou a cabo um estudo sobre a desnutrição “porque as pessoas estão a chegar aos serviços da organização sem medicamentos, desmaiam e estão a perder muito peso”.


A diretora da Cáritas Venezuela descreveu os “alarmantes resultados nos estudos sobre a desnutrição aguda em crianças dos zero aos cinco anos”, que levaram a organização a enviar ao Governo “algumas recomendações e pedir algumas políticas públicas especiais”.


“Estudos e recomendações a que o Governo nunca deu resposta”, lamentou a responsável.


Num primeiro boletim realizado entre outubro e dezembro de 2016, “a desnutrição aguda era de 8,9 pontos quando os números oficiais apontavam para apenas 03. O segundo boletim foi em janeiro e fevereiro deste ano e apontava para 10 e o último de março 11,1%”, disse.


Os estudos foram realizados em quatro estados (Zulia, Caracas, Miranda e Vargas) e em 29 paróquias.


“A Cáritas explicou ao governo que tinha implementado um serviço direto às crianças com vitaminas, ferro, água potável segura e cuidados médicos, mas só chegaram a 3% da população”, disse.


A única solução para resolver o problema, segundo a responsável, é que “o governo declare que existe uma crise humanitária”.


“No entanto, as autoridades dizem que não há crise humanitária, porque têm possibilidade de responder a ela. Mas, não há alimentos, nem medicamentos e as pessoas estão a sofrer”, sublinhou.



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By Impala News / Lusa

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