Calor extremo em Lisboa obriga Festival Lisb-On a trocar Monsanto por Parque Eduardo VII
O festival Lisb-On #Jardim Sonoro, que deveria acontecer na sexta-feira e no sábado no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, vai afinal realizar-se no Parque Eduardo VII, por decisão das autoridades locais, foi hoje anunciado.
“Na sequência da emissão de um aviso meteorológico pelo IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], que prevê temperaturas excecionalmente elevadas a partir de dia 02 de julho, as entidades competentes determinaram que o Lisb-On não poderia realizar-se no Parque Florestal de Monsanto”, realizando-se “de forma excecional na clareira do Jardim do Parque Eduardo VII”, lê-se numa publicação partilhada nas contas oficiais do festival nas redes sociais.
Os “inevitáveis” ajustes de produção e reorganização de horários das atuações levaram a que o festival aconteça agora entre as 14:00 e as 02:00, em cada um dos dias, em vez de ser entre as 16:00 e as 04:00.
A organização garante estar a trabalhar “para que o impacto seja o menor possível” e que as atualizações do cartaz serão comunicadas “muito em breve”.
O distrito de Lisboa está sob aviso vermelho por causa do calor a partir das 00:00 de quinta-feira, estando ativo pelo menos até às 23:00 de sexta-feira.
O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.
Na terça-feira, ao final do dia, o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Diogo Moura (CDS-PP), disse, na Assembleia Municipal, que o protocolo da autarquia com o Lisb-On prevê que o evento seja “cancelado de imediato” no caso de aviso vermelho de tempo quente, sem qualquer pagamento de indemnizações, sendo que a CML tentará encontrar uma alternativa viável que não coloque em causa a segurança.
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou na terça-feira apoios não financeiros de 843.736,15 euros ao festival, que incluem cerca de 710 mil euros de isenção de taxas.
Prevendo também um protocolo para as edições de 2026, 2027 e 2028, a proposta teve os votos contra de PCP, Livre, BE, PEV e PAN, a abstenção de PS e Chega, e os votos a favor de PSD, IL, CDS-PP.
JRS (SSM/MPE) // TDI
By Impala News / Lusa