Ameaça terrorista “mantém-se muito elevada” em França — chefe da polícia
A ameaça terrorista “mantém-se muito elevada” em França mas não há “elementos formais” de uma ameaça para o Natal, mesmo havendo “um risco”, indicou o diretor geral da polícia nacional francesa, Jean-Marc Falcone, numa entrevista ao Journal du Dimanche.
Paris, 24 dez (Lusa) — A ameaça terrorista “mantém-se muito elevada” em França mas não há “elementos formais” de uma ameaça para o Natal, mesmo havendo “um risco”, indicou o diretor geral da polícia nacional francesa, Jean-Marc Falcone, numa entrevista ao Journal du Dimanche.
“Os nossos serviços de inteligência analisam diariamente o estado da ameaça. Ao fim de vários meses este mantém-se muito elevado em França, tal como nos países europeus que fazem parte da coligação [contra o Estado Islâmico]. Depois da experiência, infelizmente, do atentado de Nice, o ataque de Berlim confirma-nos que é necessário pôr em funcionamento um dispositivo de segurança de elevada intensidade, tanto ativo como passivo, juntos dos grandes ajuntamentos”, explicou Falcone ao jornal francês.
“O atentado de Berlim recordou a todos os autarcas a necessidade de novas reavaliações, de verificar que todos os mercados de Natal e todas as missas de meia-noite estão bem protegidas”, acrescentou, numa entrevista que pode ser lida na edição de hoje do jornal.
Questionado sobre a cooperação com os serviços alemães após o atentado de Berlim, o responsável disse que as equipas de investigação francesas trabalham “diariamente com os serviços alemães e a partir de agora com os italianos”, já que o alegado autor do ataque, Aris Amri, foi morto em Milão pela polícia italiana durante um controlo de identidade.
O departamento antiterrorista da polícia judiciária está a fazer “investigações extensivas” para “determinar de forma precisa se, durante a sua viagem, o terrorista atravessou o nosso território”, explicou.
Na mala de Amri os investigadores encontraram um bilhete de comboio que mostrava que tinha entrado em Chambéry e passado por Turim antes de chegar a Milão, de acordo com os meios de comunicação alemães. A polícia italiana confirmou apenas que chegou de comboio vindo de França.
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