Presidente do Bundesbank deixa avisos sobre resgate bancário em Itália
O presidente do Bundesbank pediu que se analise minuciosamente a situação do banco italiano Monte dei Paschi di Siena e recordou que o uso de fundos públicos para resgate bancário só deve ser contemplado “como último recurso”.
Berlim, 26 dez (Lusa) – O presidente do Bundesbank pediu hoje que se analise minuciosamente a situação do banco italiano Monte dei Paschi di Siena e recordou que o uso de fundos públicos para resgate bancário só deve ser contemplado “como último recurso”.
As novas regras europeias dão prioridade “à proteção do contribuinte” enquanto os investidores devem “assumir a sua responsabilidade”, apontou Jens Weidmann em declarações ao jornal Bild.
“Os fundos públicos só são contemplados como último recurso”, afirmou o presidente do banco central alemão, considerando que no caso do banco italiano há “muitas questões em aberto”.
Antes de aprovar um resgate há que “analisar minuciosamente” se o núcleo do banco está “economicamente saudável” e vigiar se o dinheiro injetado não é utilizado para “cobrir perdas previsíveis”.
O banco Monte dei Paschi di Siena está preparado para solicitar a ajuda do Estado para resolver os graves problemas de liquidez que enfrenta, após ter falhado na semana passada uma tentativa de recapitalização no valor de 5 mil milhões de euros, devido ao fraco interesse dos investidores privados.
A entidade representa um risco para o sistema bancário italiano, o que levou o Governo a aprovar, na quinta-feira, um decreto que destina 20 mil milhões de euros para apoiar instituições bancárias com problemas financeiros.
Ainda não se sabe de quanto precisará o Monte dei Paschi di Siena, mas a intervenção aumentará a participação do Estado no banco, onde já tem 4%.
A operação deverá decorrer sob o olhar atento das autoridades da União Europeia e supervisão do Banco Central Europeu.
EO // CSJ
Lusa/fim