Crise energética: Preços do gás disparam na Europa

Os preços do gás natural na Europa subiram mais de 22% devido à instabilidade no Irão. Saiba como o conflito afeta o abastecimento e os custos energéticos.

Crise energética: Preços do gás disparam na Europa

Os preços do gás natural na Europa registaram uma subida abrupta superior a 22 por cento. Esta escalada ocorreu nesta segunda-feira, dia 2 de março de 2026. O mercado reagiu ao agravamento da tensão geopolítica no Médio Oriente.

Impacto dos preços do gás após o conflito no Médio Oriente

O aumento foi impulsionado diretamente por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Estas ações militares estão a comprometer as exportações de gás natural liquefeito a partir do Golfo Pérsico. O Catar é um dos principais fornecedores afetados por esta instabilidade.

Os investidores temem interrupções severas no fornecimento global. O Estreito de Ormuz é um ponto crítico para quase 20 por cento do comércio mundial de gás. Analistas alertam que esta volatilidade poderá pressionar os custos de energia para a indústria europeia. Os consumidores finais na União Europeia também podem sentir o impacto a curto prazo.

Contexto de mercado e previsões

Este pico de preços ocorre num cenário de incerteza quanto à segurança das rotas de exportação. A estabilidade das infraestruturas energéticas na região está em risco. O contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, atingiu os 38,885 euros por megawatt-hora.

Apesar deste aumento significativo, o valor ainda está abaixo do registado em janeiro. Nessa altura, uma vaga de frio intenso elevou os preços a níveis superiores. A situação atual reflete o nervosismo dos mercados perante uma possível escassez de recursos.

A evolução da situação internacional permanece sob vigilância rigorosa. É necessário determinar se este aumento se traduzirá numa tendência prolongada de subida nos contratos de entrega futura. A segurança energética europeia continua dependente da estabilidade geopolítica em zonas produtoras chave.

Luís Martins; WiN
Imagem Lusa

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