Cabaz alimentar atinge máximo histórico de 254 euros

O custo do cabaz alimentar de 63 produtos atingiu um novo máximo histórico de 254,40 euros em março de 2026. Saiba quais os alimentos que mais aumentaram.

Cabaz alimentar atinge máximo histórico de 254 euros

O custo de vida em Portugal continua a sufocar o orçamento das famílias. Esta semana, o cabaz alimentar de 63 produtos essenciais, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu um novo máximo histórico de 254,40 euros. Trata-se do valor mais elevado registado desde que a associação de defesa do consumidor iniciou esta análise, em janeiro de 2022. Embora o aumento face à semana anterior tenha sido de apenas oito cêntimos, a tendência de subida é persistente e alarmante.

A escalada dos preços em números

A análise detalhada dos dados revela um cenário de inflação contínua. No início de 2026, era possível adquirir os mesmos produtos por menos 12,57 euros. Se recuarmos um ano, a diferença fixa-se nos 17,46 euros. O impacto a longo prazo é ainda mais drástico: em janeiro de 2022, este conjunto de bens custava menos 66,70 euros, o que representa um agravamento de 35,5% em apenas quatro anos.

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Alimentos que mais encareceram na última semana

  • – Curgete: subida de 17% (preço médio de 2,75 €);
  • – Tomate chucha: aumento de 15% (preço médio de 2,60 €);
  • – Cebola: incremento de 10% (preço médio de 1,42 €);
  • – Arroz agulha: subida de 8% (preço médio de 1,59 €);
  • – Laranja: aumento de 7% (preço médio de 1,68 €).

Alimentos com maior subida homóloga (face a março de 2025)

  • – Couve-coração: subida drástica de 53% (preço médio de 1,87 €);
  • – Café torrado moído: aumento de 39% (preço médio de 4,12 €);
  • – Robalo: subida de 39% (preço médio de 13,45 €);
  • – Cenoura: incremento de 32% (preço médio de 1,29 €);
  • – Iogurte líquido: aumento de 28% (preço médio de 2,85 €).

Maiores subidas acumuladas (desde janeiro de 2022)

  • – Carne de novilho para cozer: aumento histórico de 122% (preço médio de 13,98 €);
  • – Ovos (classe L): subida de 84% (preço médio de 2,56 €);
  • – Polpa de tomate: incremento de 82% (preço médio de 1,18 €);
  • – Azeite virgem extra: aumento de 79% (preço médio de 9,85 €);
  • – Pão de forma: subida de 75% (preço médio de 2,15 €).

A volatilidade dos preços afetou sobretudo os produtos hortícolas no período entre 18 e 25 de março. A curgete liderou as subidas com um aumento de 17%, passando a custar 2,75 euros. O tomate chucha registou uma subida de 15%, fixando-se nos 2,60 euros. A cebola também encareceu 10%, atingindo o valor de 1,42 euros. Estas oscilações refletem a pressão sobre os bens de primeira necessidade.

Comparação homóloga e histórica

Ao comparar com o mesmo período de 2025, os aumentos são ainda mais expressivos em categorias variadas. A couve-corolção subiu 53%, custando agora 1,87 euros. O café torrado moído e o robalo registaram ambos subidas de 39%. No acumulado desde 2022, a carne de novilho para cozer destaca-se com uma subida astronómica de 122%, seguida pelos ovos, que encareceram 84%.

Causas e impacto no consumidor

O agravamento dos custos de produção e logística justifica esta trajetória ascendente. O conflito no Médio Oriente tem pressionado o preço dos combustíveis, refletindo-se diretamente na cadeia de abastecimento. Para os consumidores portugueses, o cabaz alimentar tornou-se um indicador crítico da perda de poder de compra. A DECO PROteste alerta que a pressão inflacionista nos bens essenciais deverá manter-se elevada nos próximos meses.

Luís Martins; WiN
Imagem Lusa

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