Cabaz alimentar atinge máximo histórico de 254,99 euros em Portugal
O preço do cabaz alimentar essencial subiu para 254,99 euros, um novo máximo histórico em Portugal. Saiba quais os produtos que mais aumentaram de preço.
O custo de vida em Portugal enfrenta um novo e severo revés esta semana. Segundo a monitorização mais recente da DECO PROteste, o cabaz alimentar de 63 bens essenciais atingiu o valor de 254,99 euros. Trata-se do montante mais elevado registado desde que a organização de defesa do consumidor iniciou este acompanhamento, em janeiro de 2022.
Este aumento de 60 cêntimos face à semana anterior marca a quarta subida consecutiva. O cenário atual reflete a pressão contínua sobre o orçamento das famílias portuguesas, num contexto de instabilidade internacional e custos de produção elevados. No final deste artigo, encontra dicas para poupar nas compras e fazer ‘render o peixe’ na cozinha.
O que mais subiu nesta semana?
A análise detalhada da DECO PROteste revela que o setor dos frescos e do peixe foi o mais penalizado entre 25 de março e 1 de abril. A volatilidade dos preços é evidente em produtos que compõem a base da dieta mediterrânica.
- • Carapau: registou a subida mais acentuada da semana, com um aumento de 29%, fixando-se agora nos 5,81 euros.
- • Tomate Chucha: o preço disparou 24%, atingindo os 3,60 euros por quilo.
- • Couve-flor: apresentou um crescimento de 17%, passando a custar 3,12 euros.
Desde o início de 2026, o tomate chucha destaca-se como o produto com maior agravamento acumulado, com uma subida de 48%. Este fenómeno é justificado por especialistas devido às condições climatéricas adversas e ao aumento dos custos logísticos.
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O peso da inflação nos alimentos essenciais desde 2022
Embora o cabaz esteja atualmente cerca de 13,17 euros mais caro do que no início deste ano, a perspetiva a longo prazo é ainda mais preocupante. Ao compararmos com os valores de janeiro de 2022, o aumento é de 67,29 euros, o que representa uma subida superior a 35%.
Os produtos que registaram as maiores variações desde o início da série histórica são:
- • Carne de novilho para cozer: aumento de 124%, custando agora 13,04 euros/kg.
- • Couve-coração: subida de 109%, para os 2,08 euros.
- • Ovos: valorização de 84%, atingindo os 2,10 euros por embalagem.
Estes dados demonstram que bens básicos de proteína e hortícolas duplicaram de preço num curto espaço de tempo, dificultando a gestão financeira de muitos lares.
O cabaz alimentar vai continuar a subir?
A escalada de preços não é um fenómeno isolado. O atual conflito no Médio Oriente tem funcionado como um catalisador para o aumento dos custos de energia e combustíveis. Esta situação tem um impacto direto nas cadeias de abastecimento e, consequentemente, no preço final pago pelo consumidor no supermercado.
A DECO PROteste alerta que o risco de novos aumentos nos próximos meses é real. Além da instabilidade geopolítica, o mercado de fertilizantes e os prejuízos causados pelas tempestades no início do ano em Portugal continuam a pressionar os produtores.
As categorias monitorizadas abrangem carne, peixe, frutas, legumes, laticínios, congelados e mercearia. Itens como arroz, massa, leite, queijo e manteiga são acompanhados semanalmente para garantir uma visão fiel da inflação real sentida pelos cidadãos.