Angola quer manter corte na produção de petróleo até final do ano – Isabel dos Santos

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) defende que o corte na produção de petróleo acertada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) se mantenha no segundo semestre, disse hoje Isabel dos Santos.

Angola quer manter corte na produção de petróleo até final do ano - Isabel dos Santos

Houston, 07 mar (Lusa) – A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) defende que o corte na produção de petróleo acertada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) se mantenha no segundo semestre, disse hoje Isabel dos Santos.


Numa entrevista à agência de informação financeira Bloomberg, à margem de uma conferência do setor petrolífero que decorre em Houston, Isabel dos Santos disse que Angola apoia a possibilidade de estender o acordo de cortes na produção para além do primeiro semestre.


A filha do Presidente de Angola aproveitou também para garantir que vai cumprir o mandato de cinco anos à frente da petrolífera nacional e anunciou que a empresa não tem planos para aumentar a despesa nem neste nem no próximo ano, podendo até baixar face aos níveis de 2015 e 2016.


Angola e o Iraque, dois países que já sinalizaram esta vontade, estão ainda abaixo das metas de redução da produção, segundo a Bloomberg, que está nos 78% no caso angolano e nos 58% no caso do Iraque.


“Estamos algo satisfeitos, mas estamos ansiosos por melhoramentos no preço do petróleo”, disse o ministro do Petróleo do Iraque, Jabbar Al-Luaibi, acrescentando, quando questionado sobre se o acordo para fazer subir o preço deverá manter-se no segundo semestre, que “é provável que isso seja necessário”.


A OPEP e mais outros 11 grandes produtores de petróleo concordaram no ano passado reduzir a produção, o que levou a um aumento de 17% nos preços do petróleo nos EUA durante as últimas cinco semanas de 2016.


No total, a produção da OPEP caiu para 32,17 milhões de barris por dia em fevereiro, o que representa uma queda de 65 mil barris face aos valores de janeiro, o primeiro mês de implementação do acordo, segundo dados da Bloomberg.



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By Impala News / Lusa

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