Angola melhora balança comercial mas ainda gasta 450MEuro em alimentos e agricultura

A balança comercial angolana voltou a registar um saldo positivo, de 5.100 milhões de euros, no terceiro trimestre de 2016, com as importações em queda mas ainda a representarem 450 milhões de euros só em alimentos e produtos agrícolas.

Angola melhora balança comercial mas ainda gasta 450MEuro em alimentos e agricultura

Luanda, 18 jan (Lusa) – A balança comercial angolana voltou a registar um saldo positivo, de 5.100 milhões de euros, no terceiro trimestre de 2016, com as importações em queda mas ainda a representarem 450 milhões de euros só em alimentos e produtos agrícolas.


De acordo com o documento estatístico do comércio externo do terceiro trimestre, do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, libertado apenas este mês e ao qual a Lusa teve hoje acesso, as importações angolanas desceram para 502,9 mil milhões de kwanzas (mais de 2.500 milhões de euros).


Trata-se de uma quebra de quase 20 por cento em termos homólogos, mas também face ao segundo trimestre do ano, com o volume de importações que o país fez a descer 6,9% face ao período entre abril e junho.


Já as exportações, essencialmente de petróleo, chegaram (em valor) aos 1,411 biliões de kwanzas (oito mil milhões de euros) entre julho e setembro, um aumento de 14,5% face ao segundo trimestre do ano e uma subida de 32,5% em termos homólogos, tendo em conta 2015.


O saldo da balança comercial do terceiro trimestre de 2016, positivo em 908,9 mil milhões de kwanzas (5.100 milhões de euros) e que melhorou em 31,2% face ao trimestre anterior – tal como vem acontecendo desde o início do ano -, inclui ainda reexportações e reimportações, de acordo com o documento do INE.


Estes resultados são influenciados, nomeadamente, pelo comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola, que depois de atingir mínimos de vários anos voltou a subir no final do segundo trimestre.


O país vive desde finais de 2014 uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra da cotação internacional do barril de crude, com consequências na quantidade de exportações e importações, neste caso por falta de divisas.


Angola chegou a vender cada barril de petróleo, no primeiro trimestre do ano, a cerca de 30 dólares, quando no mesmo período de 2014 esse valor era superior a 100 dólares.


Máquinas, equipamentos e aparelhos continuam a ser os produtos mais importados por Angola, mas descendo neste trimestre para 119,2 mil milhões de kwanzas (676 milhões de euros), enquanto em produtos agrícolas o país comprou o equivalente a 52.873 milhões de kwanzas (300 milhões de euros) em três meses, além de 26.329 milhões de kwanzas (149 milhões de euros) em alimentos.


Angola, que é atualmente o maior produtor de petróleo de África, a par da Nigéria, teve ainda de importar 37.926 milhões de kwanzas (215 milhões de euros) em combustíveis no mesmo período.


As exportações foram dominadas pelo petróleo, com o peso no total a subir dos 91,2%, no segundo trimestre, para 94%. Essas vendas de crude ascenderam a 1,327 biliões de kwanzas (7.500 milhões de euros), um aumento de 18% face ao trimestre anterior, enquanto a exportação de minerais aumentou para 4.584 milhões de kwanzas (26 milhões de euros).



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By Impala News / Lusa

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