Países europeus pedem na ONU fim de expansão israelita na Cisjordânia

Os países europeus no Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo França e Reino Unido, que são membros permanentes, apelaram hoje a Israel para que ponha fim à expansão dos seus colonatos na Cisjordânia.

Países europeus pedem na ONU fim de expansão israelita na Cisjordânia

O embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, leu uma declaração conjunta em nome do seu país, Reino Unido, Grécia, Dinamarca e Letónia, minutos antes do início de uma sessão do Conselho de Segurança sobre a situação nos territórios palestinianos ocupados.

“Apelamos ao Governo israelita para que cesse a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos, assegure a responsabilização pela violência dos colonos e investigue as denúncias contra as forças israelitas”, afirma a declaração.

O debate no órgão de manutenção da paz da ONU centra-se no cumprimento de uma resolução que condena explicitamente as atividades de colonização no território palestiniano ocupado e insta Israel a respeitar as suas obrigações perante o Direito Internacional.

“No entanto, o Governo israelita continua a consolidar o seu controlo sobre o território palestiniano ocupado”, criticou o texto lido pelo embaixador francês.

O grupo de cinco europeus manifestou a sua “profunda preocupação” com os acontecimentos na Cisjordânia nos últimos meses e rejeitou “todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o estatuto do território palestiniano ocupado”.

A declaração refere que os planos de Israel preveem a divisão da Cisjordânia em duas partes e agravarão o isolamento de Jerusalém Oriental, o constituiria um “ataque deliberado e direto à viabilidade e à continuidade de um Estado palestiniano independente e soberano”.

Os países europeus exigiram que Israel permita a entrada da ONU e da sua agência para os refugiados palestinianos (UNRWA), cujas atividades foram proibidas pelas autoridades israelitas, e das organizações não-governamentais internacionais para realizar operações humanitárias.

Do mesmo modo, sublinharam a necessidade de um processo político para encontrar uma solução duradoura para o conflito, na qual ambos os dois Estados possam coexistir.

Cerca de 60 palestinianos, entre os quais 14 menores, foram mortos em ataques de soldados, polícias ou colonos israelitas na Cisjordânia desde o início do ano, segundo números do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

A violência no território disparou desde os ataques do grupo islamita palestiniano Hamas contra Israel, em 07 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

Desde então, o número de mortos ultrapassa os 1.116 em operações militares de Israel e ataques atribuídos a colonos extremistas.

Ao mesmo tempo, Israel tem intensificado os seus planos de construção de novos colonatos e restrições de circulação da população palestiniana na Cisjordânia, a par de desalojamentos forçados em Jerusalém Oriental.

HB // JH

By Impala News / Lusa

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