Formação para donos de cães perigosos arranca em outubro, a de treinadores em julho

Os cursos de formação para detentores de cães perigosos vão começar em outubro e a certificação dos treinadores destes cães em julho, segundo uma informação a que a agência Lusa teve acesso.

Formação para donos de cães perigosos arranca em outubro, a de treinadores em julho

Lisboa, 28 abr (Lusa) – Os cursos de formação para detentores de cães perigosos vão começar em outubro e a certificação dos treinadores destes cães em julho, segundo uma informação a que a agência Lusa teve acesso.


De acordo com o documento, as datas foram marcadas pela GNR e deverão agora ser divulgadas pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).


As entidades responsáveis por estas formações e certificações são, de acordo com a lei, a GNR e a PSP, que já se coordenaram para poderem iniciar as formações de forma simultânea.


Desde o início do ano houve mais de 100 ataques de cães perigosos ou potencialmente perigosos, segundo os dados da GNR e da PSP.


De acordo com a DGAV, mais de 23.000 cães perigosos ou potencialmente perigosos foram registados em Portugal nos últimos 13 anos.


Numa resposta enviada à agência Lusa, a DGAV diz que desde que há base de dados (2004) registou um total de 21.626 cães potencialmente perigosos e 1.737 cães perigosos, mas tem hoje ativos 16.276 no primeiro caso e 1.496 no segundo.


Os registos considerados ‘ativos’ pela DGAV são os que não têm data de morte do animal averbada.


Segundo as alterações introduzidas à lei em 2013, apenas as pessoas com formação específica podem ter cães perigosos (com histórico de violência) ou potencialmente perigosos (devido às suas características físicas).


A lei diz ainda que a GNR e a PSP são as entidades competentes para certificar os treinadores de cães perigosos. Além de certificarem quem estará apto a treinar estes cães, as duas entidades “devem igualmente ministrar a formação exigida aos detentores de cães perigosos e potencialmente perigosos”, refere a portaria publicada em 2015.


Esta portaria, contudo, não era clara quanto aos valores a pagar pela formação e estes só ficaram definidos no passado mês de janeiro.


Foi esta discrepância de tempo que fez com que nem a GNR nem a PSP tivessem ainda avançado com qualquer formação.


A lista dos cães perigosos inclui a raça rottweiler – a que pertence o cão que atacou na terça-feira uma criança em Matosinhos -, o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier e o tosa inu.



SO // JLG


By Impala News / Lusa