Washington vai rever tratado de comércio livre com Seul – Vice-presidente Pence

O vice-presidente norte-americano disse hoje, em Seul, que os Estados Unidos vão rever o tratado de comércio livre, assinado em 2012 com a Coreia do Sul para corrigir o défice comercial que têm com Seul.

Washington vai rever tratado de comércio livre com Seul - Vice-presidente Pence

Seul, 18 abr (Lusa) — O vice-presidente norte-americano disse hoje, em Seul, que os Estados Unidos vão rever o tratado de comércio livre, assinado em 2012 com a Coreia do Sul para corrigir o défice comercial que têm com Seul.


Mike Pence falava numa reunião com representantes da Câmara do Comércio dos Estados Unidos na Coreia do Sul, antes de partir para o Japão, a segunda etapa da viagem de 10 dias à região da Ásia Pacífico.


O vice-presidente elogiou as boas relações económicas entre os dois países, mas sublinhou a necessidade de honestidade “na altura de assinalar onde falha a relação comercial”, destacando o crescente défice norte-americano e o que considerou ser um excesso de impedimentos no acesso ao mercado sul-coreano.


“As nossas empresas continuam a enfrentar demasiadas barreiras para entrar, o que desequilibra o campo de jogo para os trabalhadores norte-americanos”, afirmou.


Pence assinalou que é necessário “equilibrar o terreno” e assegurou que Washington vai trabalhar com Seul para reformar o tratado de comércio livre.


O défice norte-americano com a Coreia do Sul em 2016 foi de 27.666 milhões de dólares (cerca de 25.990 milhões de euros).


O valor é o dobro do de 2011, ano anterior à assinatura do tratado.


Desde que tomou posse em janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que ia reformular as políticas comerciais da primeira economia do mundo, sob o slogan “America First” (“América Primeiro”).


Além de abandonar o Acordo de Associação Transpacífico (TPP), considerado o maior tratado de comércio livre do mundo, Washington criticou vários acordos comerciais com países asiáticos, como a China, Japão e Coreia do Sul.


Para a administração norte-americana, estes países ajudam a desvalorizar artificialmente as suas moedas para obterem vantagens competitivas em relação aos Estados Unidos.



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By Impala News / Lusa