Venezuela anuncia saída da Organização de Estados Americanos

A ministra venezuelana de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, anunciou hoje que, a partir de quinta-feira, a Venezuela iniciará a sua saída oficial da Organização de Estados Americanos (OEA).

Venezuela anuncia saída da Organização de Estados Americanos

Caracas, 26 abr (Lusa) – A ministra venezuelana de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, anunciou hoje que, a partir de quinta-feira, a Venezuela iniciará a sua saída oficial da Organização de Estados Americanos (OEA).


“Iniciaremos um procedimento que demora 24 meses (…). a Venezuela não participará em nenhuma atividade em que se pretenda posicionar o intervencionismo e o ingerencismo de um grupo de países que só buscam perturbar a estabilidade e a paz do nosso país”, disse a governante.


O anúncio da retirada da Venezuela foi feito numa alocução transmitida pela televisão estatal venezuelana, depois de OEA aprovar, hoje, a convocação de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros para analisar a crise política na Venezuela.


Segundo a ministra, há um grupo de países da OEA que pretendem prejudicar o Presidente Nicolás Maduro e a revolução bolivariana.


“São ações dirigidas por um grupo de países mercenários da política para restringir o direito ao futuro, do povo da Venezuela, o direito a viver tranquilamente”, frisou.


A OEA aprovou hoje uma resolução para convocar, com caráter de urgência, uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros daquele organismo, para tratar da crise venezuelana.


A aprovação teve lugar com 19 votos a favor, 10 contra, quatro abstenções e uma ausência.


Votaram a favor a Guiana, Bahamas, Santa Lucia, Argentina, Barbados, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.


Ao finalizar a votação o embaixador permanente da Venezuela na OEA, Samuel Moncada, condenou a realização da reunião extraordinária, para debater sobre assuntos internos venezuelanos, sublinhando que Caracas não aceitará uma “tutelagem” de nenhum organismo.


Segundo Samuel Moncada, a sessão é um ato hostil contra a Venezuela.


“Não reconhecemos o que se pretende impor. Nós opomo-nos a esta resolução violada e anti-jurídica. Defenderemos a soberania da Venezuela em qualquer circunstância”, disse.


Várias fontes dão conta de que, além de esperar dois anos para sair oficialmente da OEA, a Venezuela deve pagar uma dívida de 8,7 milhões de dólares que tem para com aquele organismo.



FPG // ARA

By Impala News / Lusa