Senado dos EUA confirma Jeff Sessions como secretário da Justiça

O senador republicano pelo Estado do Alabama Jeff Sessions foi confirmado na quarta-feira pelo senado dos EUA como secretário da Justiça do Governo de Donald Trump, do qual foi o principal inspirador da política anti-imigração.

Senado dos EUA confirma Jeff Sessions como secretário da Justiça

Washington, 09 fev (Lusa) — O senador republicano pelo Estado do Alabama Jeff Sessions foi confirmado na quarta-feira pelo senado dos EUA como secretário da Justiça do Governo de Donald Trump, do qual foi o principal inspirador da política anti-imigração.


A confirmação foi obtida por 52 votos contra 47, com a quase totalidade dos democratas a votarem contra.


Este ultraconservador, de 70 anos, tinha sido o primeiro senador a juntar-se ao candidato Trump durante as primárias de 2016 e viu-se recompensado com um dos postos chave do Governo.


A defesa dos direitos cívicos, e em particular o direito de voto dos negros, esteve no coração do debate centrado em Sessions, que se viu confrontado com afirmações suas consideradas racistas pelos democratas e vários militantes de defesa daqueles direitos.


Ao contrário, os republicanos entendem que a chegada deste antigo procurador vai permitir o regresso a “uma instituição que crê no Estado de direito e o faz respeitar, acima de considerações políticas”, declarou o senador republicano pelo Estado do Texas John Cornyn.


O secretário da Justiça (Attorney General, em inglês) equivale aos ministros europeus desta pasta e supervisiona a polícia federal (FBI), os 93 procuradores federais espalhados pelos EUA, bem como a Agência do Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês), a administração penitenciária, o Serviço dos ‘Marshals’, que procura fugitivos, e a Agência Anti-Droga (DEA).


Sessions é o sexto membro do governo a ser confirmado até agora, num total de 15, com a minoria democrata no Senado a recorrer a todos os expedientes dilatórios para retardar as confirmações.


Jeff Sessions sucede a Loretta Lynch, que tinha saído de funções antes de Trump chegar ao poder.



RN // ARA

By Impala News / Lusa