Repovoar planalto angolano com 10.500 animais corta 328 MEuro em importação de carne

O Governo angolano aprovou hoje um plano para importar este ano 10.500 cabeças de gado para repovoar o planalto de Camabatela, no interior norte do país, cortando desta forma nos 328 milhões de euros de carne importada anualmente.

Repovoar planalto angolano com 10.500 animais corta 328 MEuro em importação de carne

Luanda, 26 jan (Lusa) – O Governo angolano aprovou hoje um plano para importar este ano 10.500 cabeças de gado para repovoar o planalto de Camabatela, no interior norte do país, cortando desta forma nos 328 milhões de euros de carne importada anualmente.


O plano foi aprovado em reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros e visa o objetivo de tornar o planalto de Camabatela, que abrange as províncias do Cuanza Norte, Malanje e do Uíge, “autossuficiente”, até 2025, na produção de bovinos para o abate e repovoamento, conforme explicou o ministro Agricultura.


Marcos Alexandre Nhunga adiantou, em declarações aos jornalistas no final desta reunião, tratar-se de um investimento superior a 206 milhões de dólares (193 milhões de euros), a realizar pelos empresários nacionais, permitindo poupar nas importações de carne para consumo, que custam anualmente mais de 350 milhões de dólares (328 milhões de euros).


O setor da agricultura, segundo o Governo, importar este ano 8.000 cabeças de gado bovino para confinamento e 2.500 para a reprodução, no quadro do programa de repovoamento da região do país.


“Há toda a uma necessidade para se fazer um esforço para que esse planalto seja repovoado”, enfatizou o governante.


Só este investimento, para o qual ainda será necessário garantir financiamento e disponibilização de divisas, pelo Estado, permitirá garantir no futuro dez mil toneladas de carne por ano, “correspondente a 60% das necessidades de consumo do país”, explicou Marcos Alexandre Nhunga.


O planalto de Camabatela ocupa uma área de 12 mil quilómetros quadrados e é descrito como reunindo condições climáticas propícias para o desenvolvimento agropecuário, nomeadamente a criação de gado.


No âmbito deste plano caberá ao executivo angolano definir o quadro de financiamento da operação pelo setor privado, bem como criar condições para acompanhamento sanitário dos animais a importar e das infraestruturas de apoio à assistência técnica.



PVJ // EL

By Impala News / Lusa