Renamo reativa sedes políticas no centro de Moçambique
A Renamo, principal força política de oposição em Moçambique, reabriu as suas sedes na província de Sofala, no centro de Moçambique, informou um quadro sénior do partido, citado pela imprensa local.
Maputo, 08 fev (Lusa) — A Renamo, principal força política de oposição em Moçambique, reabriu as suas sedes na província de Sofala, no centro de Moçambique, informou um quadro sénior do partido, citado hoje pela imprensa local.
Manuel Pereira, que falava na terça-feira durante um encontro entre quadros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e do Governo da província de Sofala, disse que a reabertura destas bases vai facilitar a preparação do partido para as eleições autárquicas de 2018 e para as presidenciais de 2019 em Moçambique.
“O nosso delegado provincial já tem luz verde para fazer o seu trabalho sem receio e o seu pessoal poder trabalhar e não andar fugitivo como acontecia até há pouco tempo”, declarou o membro da Renamo, que espera que as atividades políticas do partido naquela região tenham início ainda esta semana.
“A população deve começar a viver tranquilamente, sendo que os governadores provinciais manifestaram-se satisfeitos com a paz e a harmonia para construção do país”, acrescentou Manuel Pereira durante o encontro, que serviu também para que o partido de Afonso Dhlakama apresentasse o seu delegado político em Sofala.
A região centro de Moçambique, principalmente a província de Sofala, foi assolada por conflitos militares entre as Forças Defesa e Segurança e o braço armado do maior partido de oposição, que reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder há mais de 40 anos, de fraude no escrutínio.
Em finais de dezembro, como resultado de conversas telefónicas com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, o líder da Renamo declarou uma trégua de uma semana como “gesto de boa vontade”, tendo, posteriormente, prolongando o seu prazo para 60 dias para dar espaço às negociações, que agora estão centradas na descentralização e nos assuntos militares, dois dos principais temas da agenda.
Na semana passada, o Presidente moçambicano anunciou o fim da fase que envolve a mediação de internacional no processo negocial e, poucos dias depois, divulgou os nomes das individualidades que vão discutir estes dois pontos de agenda.
Além do pacote de descentralização e da cessação dos confrontos, a agenda do processo negocial integra a despartidarização das Forças de Defesa e Segurança e o desarmamento do braço armado da oposição, bem como sua reintegração na vida civil.
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By Impala News / Lusa