Presidente do Paraguai demite ministro do Interior e chefe da polícia

O Presidente do Paraguai, Horacio Cartes, demitiu o ministro do Interior e o chefe nacional da polícia, na sequência da morte de um ativista de um partido da oposição.

Presidente do Paraguai demite ministro do Interior e chefe da polícia

Assunção, 01 abr (Lusa) – O Presidente do Paraguai, Horacio Cartes, demitiu o ministro do Interior e o chefe nacional da polícia, na sequência da morte de um ativista de um partido da oposição.


Cartes anunciou hoje que o ministro do Interior, Tadeo Rojas, e o diretor nacional da polícia, Crispulo Sotelo, foram demitidos depois de Rodrigo Quintana, de 25 anos, ter sido morto na sede do partido na sequência de confrontos entre manifestantes e a polícia.


Também hoje, um porta-voz do ministério do Interior anunciou que quatro polícias foram detidos por suspeita de terem entrado na sede do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) e terem disparado sobre militantes, sendo que a investigação vai incidir sobre a razão de terem usado balas reais e não de borracha.


De acordo com o presidente do PLRA, Efraín Alegre, na sexta-feira à noite a polícia entrou “de forma bárbara” na sede do partido, no centro da cidade, disparou contra os militantes que se encontravam no interior do edifício, e vários ficaram feridos com gravidade.


Efraín Alegre lidera a oposição à alteração da Constituição do país para permitir a reeleição do Presidente do Paraguai, Horacio Cartes, posição que levou a manifestações e confrontos com a polícia na capital do país, desde a tarde de sexta-feira.


Resultado dos distúrbios que começaram no Congresso do Paraguai, dezenas de barricadas ardiam nas ruas do centro de Assunção, e a polícia dispersava os manifestantes, lançando granadas de gás lacrimogéneo e disparando balas de borracha.


Os incidentes começaram depois de 25 senadores, num total de 45, terem aprovado o projeto de revisão constitucional que permite a reeleição de Cartes. A Constituição paraguaia proíbe a reeleição presidencial.


A votação decorreu fora do plenário, nos gabinetes da Frente Guasú do ex-chefe de Estado Fernando Lugo e sem a presença dos restantes parlamentares, nem do presidente do Senado.


Os protestos mais violentos decorreram no Congresso (parlamento), onde centenas de opositores da emenda entraram no edifício, destruíram portas, barreiras e compartimentos e incendiaram alguns locais.



MBA (EA/EJ) // JMR

By Impala News / Lusa