PR fala de grande contributo de Cavaco no apelo à responsabilidade dos líderes europeus

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que “é bem-vindo” o apelo do seu antecessor, Cavaco Silva, à responsabilidade dos líderes europeus, considerando que foi “um grande contributo” do antigo chefe de Estado.

PR fala de grande contributo de Cavaco no apelo à responsabilidade dos líderes europeus

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Lisboa, 08 fev (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que “é bem-vindo” o apelo do seu antecessor Cavaco Silva à responsabilidade dos líderes europeus, considerando que foi “um grande contributo” do antigo chefe de Estado.


Numa declaração escrita à agência Lusa no início da semana, Cavaco Silva apelou à responsabilidade dos líderes europeus, admitindo recear, no 25.º aniversário da assinatura do Tratado de Maastricht, a ignorância de alguns em relação “às consequências dramáticas” de uma rutura da união monetária.


“Que os povos europeus percebam a importância da Europa e da integração europeia e de repente não entrem num pessimismo, um ceticismo, deitando a perder tudo aquilo que demorou décadas a construir. Nesse sentido o apelo dele [Cavaco Silva], que viveu o momento da construção, é bem-vindo”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à margem de um almoço com refugiados na Cozinha Popular da Mouraria, em Lisboa.


Na opinião do Presidente da República, “Cavaco Silva deu um grande contributo com a sua mensagem porque recordou primeiro a importância do tratado que permitiu o Euro”.


“Segundo, [recordou] a importância de ir fazendo as reformas para que o Euro seja possível e, terceiro, a importância dos líderes, mas não é só os líderes, são os povos porque os líderes são muito importantes, mas é evidente que quem tem a última palavra são os povos, em eleições”, destacou.


Numa declaração escrita enviada à agência Lusa a propósito da passagem dos 25 anos da assinatura do Tratado de Maastricht, Cavaco Silva considerou tratar-se de “um dos mais importantes marcos da história da construção europeia”, defendendo que, um quarto de século depois, “as liberdades que são timbre da União devem ser defendidas e proclamadas pelo conjunto das nações europeias, cientes de que a União as faz mais fortes”.


“Espero que os líderes europeus estejam à altura das suas responsabilidades e correspondam, dessa forma, às expectativas dos cidadãos. Receio, no entanto, a ignorância de alguns deles em relação às consequências dramáticas que uma rutura da união monetária teria na vida dos cidadãos”, sublinhou Cavaco Silva, que, a 07 de fevereiro de 1992, presidiu à cerimónia de assinatura do Tratado de Maastricht na qualidade de presidente do Conselho da União Europeia.


Marcelo Rebelo de Sousa foi ainda questionado sobre a notícia do jornal Eco, que avançou que há e-mails que confirmam que houve acordo entre o antigo presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos António Domingues e o ministro das Finanças, Mário Centeno, para os administradores não apresentarem a declaração de rendimentos.


“Não tenho conhecimento agora para me pronunciar sobre isso”, respondeu apenas o Presidente da República.



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By Impala News / Lusa