PR do Brasil autoriza envio de militares para reforço da segurança no Rio de Janeiro
O Governo brasileiro autorizou a participação de militares no reforço da segurança no Rio de Janeiro face à possibilidade da greve desencadeada há mais uma semana pelos agentes da polícia no Estado de Espírito Santo ser replicada.
São Paulo, Brasil, 13 fev (Lusa) – O Governo brasileiro autorizou hoje a participação de militares no reforço da segurança no Rio de Janeiro face à possibilidade da greve desencadeada há mais uma semana pelos agentes da polícia no Estado de Espírito Santo ser replicada.
O pedido foi feito pelo Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que foi recebido hoje pelo Presidente da República, Michel Temer, em Brasília.
Segundo informações da Agência Brasil, o Ministério da Defesa já trabalha no planeamento da ação para decidir quantos militares serão enviados para o Estado do Rio de Janeiro e os locais onde serão colocados.
O desdobramento das forças armadas no Rio de Janeiro deve começar na terça-feira.
O reforço foi solicitado porque alguns membros da polícia militar carioca têm-se recusado a fazer o patrulhamento fora dos quartéis, em protesto contra os atrasos recorrentes no pagamento dos salários.
No Espírito Santo, a greve da polícia militar começou no passado dia 04 de fevereiro, mergulhando o Estado numa onda de crimes.
O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol) anunciou hoje que em dez dias de paralisação dos policiais pelo menos 146 pessoas foram assassinadas de forma violenta no Estado.
A Secretaria da Segurança Pública do Espírito Santo continua sem divulgar números oficiais dos homicídios que aconteceram neste período.
A greve destes polícias é marcada pela presença de familiares dos agentes defronte dos quartéis, impedindo a saída dos agentes para patrulhar as ruas das cidades.
Hoje de manhã, antes de confirmar a autorização do envio de homens para o Rio de Janeiro, o Presidente Michel Temer fez uma declaração à imprensa em que garantiu que as forças armadas estão “prontas para restaurar a lei e a ordem” se greves forem iniciadas por agentes da polícia.
Michel Temer voltou a descrever a paralisação no Espírito Santo como uma “rebelião” da polícia militar, já que a lei não reconhece o direito à greve à corporação.
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By Impala News / Lusa