Posição do conselheiro de Segurança Nacional EUA “está a ser avaliada” por Trump

O Presidente norte-americano está a “avaliar a situação” do seu assessor para a Segurança Nacional, Michael Flynn, aumentando a incerteza sobre o futuro deste, em plena sucessão de críticas sobre conversas com o embaixador russo.

Posição do conselheiro de Segurança Nacional EUA

Washington, 14 fev (Lusa) – O Presidente norte-americano está a “avaliar a situação” do seu assessor para a Segurança Nacional, Michael Flynn, aumentando a incerteza sobre o futuro deste, em plena sucessão de críticas sobre conversas com o embaixador russo.


Flynn pediu desculpa em privado ao vice-presidente, Mike Pence, segundo um dirigente da Casa branca, que falou sob anonimato. Pence, com base em informações dadas por Flynn, garantiu publicamente que este general de três estrelas reformado do exército não discutiu as sanções contra a Rússia em telefonemas feitas no final do ano passado. Mas Flynn já admitiu que o tema afinal pode ter estado nas conversas.


O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse na segunda-feira que Trump estava a analisar com Pence as conversas do assessor para a Segurança Nacional. Inquirido se Trump estava ciente de que Flynn poderia ter discutido as sanções com o representante russo, Spices disse: “Não. De forma nenhuma”.


Trump, que mantém uma corrente de comentários sobre um leque alargado de assuntos na sua conta na rede social Twiter, tem estado significativamente silencioso sobre o assunto.


Na última semana, o Washington Post noticiou que Flynn tinha discutido as sanções com o diplomata russo. Um dirigente norte-americano disse à AP que esteve em contacto frequente com o embaixador Sergey Kislyak no dia em que Barack Obama aprovou as sanções à Federação Russa, por ingerência nas eleições presidenciais, e posteriormente durante a transição entre presidentes.


Ao início de segunda-feira, a assessora Kellyanne Conway garantiu que Trump tinha “uma confiança total” em Flynn. Mas as suas afirmações não foram secundadas por nenhum dirigente sénior da Casa Branca. Spicer apenas disse que Flynn continuava a desempenhar “as suas funções diárias”.


Estes sinais contraditórios criaram a confusão na Casa Branca, com os repórteres a manterem-se perto do escritório de Spicer durante horas, procurando informação sobre o futuro de Flynn.


Vários congressistas democratas apelaram ao lançamento de uma investigação aos laços de Flynn com a Federação Russa. A líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, defendeu a demissão de Flynn, por não ser de confiança.


A senadora republicana Susan Collins, do Estado do Maine, disse que se Pence foi enganado “deve ter perdido a confiança no general Flynn”. Acrescentou que seria “perturbador” se Pence tivesse negociado com um governo estrangeiro antes de tomar posse.


Os cidadãos privados não podem conduzir a diplomacia dos EUA. As conversas de Flynn também levantam questões sobre o posicionamento amigável de Trump face à Federação Russa depois de os serviços de informações dos EUA terem concluído que Moscovo fez pirataria informática ao correio eletrónico do partido democrático durante as eleições.


Durante o fim de semana, Trump disse a colaboradores próximos que estava perturbado pela situação, mas não adiantou se pretendia demitir Flynn.


Este general reformado foi um apoiante de Trump durante a campanha, mas as suas relações de proximidade com os russos suscitam reservas.


Em 2015, Flynn recebeu dinheiro para comparecer num jantar de gala da Russia Today, uma estação televisiva promovida pelo Kremlin, onde esteve sentado perto de Putin.



RN // ARA

By Impala News / Lusa

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