PM estima 3,1% do PIB entre despesas de Defesa e infraestruturas até final do ano

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que Portugal pretende alcançar até ao final do ano 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas de Defesa e relacionadas com segurança, como infraestruturas.

PM estima 3,1% do PIB entre despesas de Defesa e infraestruturas até final do ano

“Temos desenhado já para este ano de 2026 o reforço precisamente desse investimento, quer na componente exclusivamente dedicada à Defesa, quer na componente de utilização dual, que vai fazer com que, de acordo com aquilo que é a nossa estimativa e expectativa, no final deste ano o agregado destas duas componentes signifique cerca de 3,1% do nosso PIB já em 2026”, anunciou o chefe do executivo, em Ancara, capital da Turquia.

Luís Montenegro falava à imprensa portuguesa no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica.

O chefe do executivo explicou que além dos 2,1% que a NATO já prevê que Portugal invista em matérias exclusivamente dedicadas à Defesa (como Forças Armadas ou material militar), prevê-se um reforço adicional noutras vertentes para chegar ao valor de 3,1% do PIB.

“Estamos a falar de investimentos em infraestruturas de energia, de comunicações, de várias áreas setoriais do Governo. Investimentos que também são contabilizados para podermos atingir o objetivo que está determinado desde a Cimeira de Haia dos 5%. Como sabem, são 3,5% no investimento exclusivo em capacidades militares e 1,5% nas demais”, disse o primeiro-ministro.

Interrogado sobre exemplos, Luís Montenegro respondeu que “a rede de energia do país” ou “a rede de grandes infraestruturas que permitem maior mobilidade, são exemplos disso mesmo”.

“Eu diria até que o programa de transformação, recuperação e resiliência que Portugal está hoje já a executar, que visa dar maior resistência e resiliência às nossas infraestruturas, incluindo as infraestruturas críticas, é um plano que naturalmente contribui para que este volume cresça e cresça já em 2026, porque estamos a falar de vários desses investimentos”, completou.

O chefe do executivo realçou ainda que Portugal conseguiu superar a meta dos 2% do PIB pela primeira vez desde que a meta foi assumida, em 2014, atingindo 2,01%.

ARL/TA // SF

By Impala News / Lusa

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