Oposição são-tomense quer militares ruandeses fora do país
Os três partidos da oposição parlamentar são-tomense entregaram ao Tribunal Constitucional uma previdência cautelar para embargar a resolução aprovada sexta-feira pelo parlamento autorizando a entrada de militares ruandeses no país, anunciou fonte partidária.
São Tomé, 09 mai (Lusa) – Os três partidos da oposição parlamentar são-tomense entregaram hoje ao Tribunal Constitucional uma previdência cautelar para embargar a resolução aprovada sexta-feira pelo parlamento autorizando a entrada de militares ruandeses no país, anunciou fonte partidária.
“Esperamos que o Tribunal Constitucional trave todo esse processo. As tropas ruandesas devem se retirar de São Tomé e Príncipe”, disse Aurélio Martins, presidente do principal partido da oposição, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD).
O presidente do MLSTP acrescentou que “não foram cumpridos os trâmites legais” para a entrada dos militares do Ruanda no país e considerou que a Constituição são-tomense “foi violada porque o governo não obedeceu as normas” que permitem ao Presidente da República convocar o Conselho de Estado.
“O mais importante para nós em São Tomé e Príncipe não é a vinda de militares ruandeses. Há outras prioridades no âmbito da cooperação com o Ruanda que se deveria tomar em conta, mas notamos que há uma certa pressa do governo em primeiro mandar vir tropas de outro país”, acusou Aurélio Martins.
“Nós sabemos que por detrás de tudo isso está o treino das tropas de elite do governo”, explicou o líder do MLSTP, sublinhando que o governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada “não tem conseguido resolver o problema da população, está a recorrer a outras práticas de intimidar a população e a oposição trazendo tropas estrangeiras para o país”.
No fundo, segundo Aurélio Martins, a intenção do governo “é criar uma pressão social, controlar o país e criar uma ditadura”, acusou novamente.
Um contingente de 20 militares do Ruanda chegou sábado passado a São Tomé e Príncipe para “dar formação e treino” de dois meses a militares e forças de defesa e segurança do arquipélago.
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By Impala News / Lusa