OMI condena ataques no estreito de Ormuz onde continuam retidos 6.000 marinheiros
A Organização Marítima Internacional (OMI) estimou hoje que cerca de seis mil marinheiros continuam retidos no estreito de Ormuz, condenando o recomeço das hostilidades na região.
“Estes ataques intensificam ainda mais o medo, a incerteza e a pressão psicológica que já afetam os cerca de seis mil marinheiros que permanecem retidos a bordo de navios incapazes de abandonar o Golfo [Pérsico] em segurança”, afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da OMI, num comunicado.
O responsável da agência da ONU responsável pela segurança no mar condenou os ataques ocorridos nos últimos dois dias e exortou as diferentes partes envolvidas a não transitar com navios pelo estreito “enquanto a segurança e a proteção das tripulações não puderem ser garantidas”.
“Apelo a todos os Estados envolvidos para exercerem a máxima contenção, acalmem a situação sem demora e facilitem a partida segura dos navios que continuam retidos no Golfo desde o início da crise”, vincou.
Os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irão hoje de madrugada, horas depois de terem revogado uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano em retaliação pelo que consideraram ataques de Teerão a navios no estreito de Ormuz.
O Irão retaliou com ataques ao Bahrein e ao Kuwait, o que levou a uma condenação dos países árabes e do Golfo Pérsico.
Em declarações em Ancara, onde hoje termina a cimeira da NATO, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irão acabou e apelidou os líderes iranianos de “escumalha” e mentirosos.
“No que a mim me diz respeito, acabou”, respondeu Donald Trump aos jornalistas à margem da reunião de alto nível na capital turca.
BM (PMC) // SCA
By Impala News / Lusa