Marcelo diz ser impossível marcar prazos no debate longo e exaustivo da eutanásia

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que o debate que está agora a começar sobre a eutanásia é por natureza “exaustivo, longo e sério” e por isso é impossível marcar prazos.

Marcelo diz ser impossível marcar prazos no debate longo e exaustivo da eutanásia

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Lisboa, 06 fev (Lusa) – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que o debate que está agora a começar sobre a eutanásia é por natureza “exaustivo, longo e sério” e por isso é impossível marcar prazos.


De acordo com a edição de sábado do semanário Expresso, uma decisão sobre a eutanásia só deverá ser tomada depois do Papa vir a Fátima, em maio.


Ainda segundo o Expresso, para o Presidente da República é do mais elementar bom senso não receber o Papa com a sociedade portuguesa a discutir este tema.


“Em matéria de eutanásia, eu não faço comentário nenhum. Acho que estamos no início de um debate, por natureza um debate exaustivo, longo, sério e portanto em relação a esses debates, que estão agora a começar – ainda há uma petição para ser analisada no parlamento, há várias iniciativas para apresentar – não é possível estar a marcar prazos”, respondeu aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa quanto questionado sobre esta questão.


O Presidente da República reforçou que este “é um processo necessariamente profundo e portanto relativamente longo”, mas não fez qualquer comentário ou estabeleceu uma relação com a vinda do Papa a Portugal, marcada para 13 de maio.


Questionado sobre se vai começar a receber os partidos a propósito desta matéria, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que está “em contacto permanente com os partidos políticos e portanto há de haver uma ocasião em que, com aquela periodicidade habitual”, os receberá formalmente.


“E isso será em tempo oportuno. Veremos quando é que é o tempo oportuno”, disse apenas, escusando-se assim a avançar qualquer data.


Já na semana passada, Marcelo Rebelo de Sousa tinha defendido um debate amplo e o mais participado possível sobre a morte assistida, tendo-se recusado a pronunciar para não condicionar a discussão.



JF // VAM


By Impala News / Lusa