Jerónimo diz que estado deve fazer ouvir a sua voz contra a “perigosa deriva belicista” internacional
O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou na noite de terça-feira que o estado português deve “fazer ouvir a sua voz” contra o que considera ser uma “perigosa deriva belicista” a nível internacional.
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Seixal, Setúbal, 10 mai (Lusa) – O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou na noite de terça-feira que o estado português deve “fazer ouvir a sua voz” contra o que considera ser uma “perigosa deriva belicista” a nível internacional.
“O estado português, obrigado a respeitar e a defender a Constituição da República, deve fazer ouvir a sua voz, na ONU e outras nas instâncias internacionais contra esta perigosa deriva belicista, pelo respeito da Carta das Nações Unidas e a solução pacífica dos conflitos, pelo desarmamento e pela paz”, afirmou.
Jerónimo de Sousa esteve presente na iniciativa cultural “Pela Paz, amizade, cooperação entre os povos”, que decorreu no Fórum Cultural do Seixal, no distrito de Setúbal.
“Em Portugal, os desenvolvimentos na situação internacional e os enormes perigos decorrentes da ofensiva imperialista reclama uma profunda alteração das principais linhas da política externa portuguesa no sentido da efetiva defesa do interesse, segurança, soberania e independência nacionais”, salientou.
O secretário-geral do PCP, que falava perante uma sala cheia, considerou que os desenvolvimentos mais recentes na situação internacional “assumem uma enorme gravidade e riscos para toda a humanidade”.
“A escalada militarista dos EUA, impulsionada pela administração Trump e acompanhada pelos seus aliados, incluindo a NATO e a União Europeia, suscitou e continua a suscitar a maior inquietação por parte dos amantes da paz”, defendeu.
Jerónimo de Sousa condenou o “bombardeamento da Síria com mísseis, o teste da super bomba no Afeganistão e a escalada de confronto com a República Popular Democrática da Coreia”.
“Os EUA estão empenhados numa deriva de ameaças, provocações e intervenções militares imperialistas que colocam o mundo perante a iminência de conflitos regionais devastadores, e mesmo de um conflito de proporções mundiais”, concluiu.
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By Impala News / Lusa