Grupo de cidadãos convoca manifestação contra o governo em São Tomé e Príncipe
Um grupo de cidadãos convocou para quinta-feira em São Tomé uma manifestação de protesto contra o “aumento do custo de vida, do desemprego e da pobreza”, disse à imprensa Mikes de Jesus Bonfim, da organização.
São Tomé, 08 fev (Lusa) – Um grupo de cidadãos convocou para quinta-feira em São Tomé uma manifestação de protesto contra o “aumento do custo de vida, do desemprego e da pobreza”, disse hoje à imprensa Mikes de Jesus Bonfim, da organização.
Em carta subscrita por três cidadãos, enviada ao Ministério da Defesa e Administração Interna, os organizadores acusam o governo de “perseguição”, de “influência do poder governamental em outros órgãos de soberania” e sublinha que as crianças são-tomenses do país estão a sofrer de “mal nutrição”, devido à falta de condições financeiras dos pais.
Hoje, em declaração a jornalistas, o ministro da Defesa e Administração Interna, Arlindo Ramos, reconheceu que “os cidadãos têm direitos consagrados na Constituição de se manifestarem”, mas promete “responsabilizar os organizadores” em caso de eventual desordem durante a manifestação.
“Nós temos três jovens que assinam uma carta a assumir a organização da manifestação e chamamos esses jovens para dizer-lhes que no âmbito da lei, cumpriu-se todos os parâmetros legais, mas que eles seriam os maiores responsáveis em caso de haver algum desacato durante a manifestação”, disse o ministro.
O governo destacou um efetivo policial, segundo o ministro, para “garantir a segurança dos próprios manifestantes e acima de tudo evitar desacatos e desordem que, por ventura, possa aparecer durante essa manifestação”.
O governo acusa os três partidos da oposição parlamentar “de estar por detrás da organização da manifestação”, prevista para esta quinta-feira na capital são-tomense.
“De acordo com informação que nós temos, tem havido reuniões entre líderes da oposição e alguns subscritores da carta, tem havido várias movimentações, vários contactos com os líderes do MLSTP-PSD (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata), do PCD (Partido da Convergência Democrática) e da UDD (União para Democracia e Desenvolvimento)”, acusou Arlindo Ramos.
Trata-se de uma primeira manifestação popular contra o governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada desde que assumiu o poder em 2014.
MYB // EL
By Impala News / Lusa