França rejeita negociar com a ETA deposição das armas

O ministro do Interior francês, Bruno Le Roux, garantiu que não negociará com o grupo separatista basco ETA a entrega de armas que, sublinhou, deve ser incondicional.

França rejeita negociar com a ETA deposição das armas

Paris, 18 mar (Lusa) — O ministro do Interior francês, Bruno Le Roux, garantiu hoje que não negociará com o grupo separatista basco ETA a entrega de armas que, sublinhou, deve ser incondicional.


“A única solução para um desarmamento em respeito com a lei é informar as autoridades sobre a localização dessas armas”, considerou Le Roux, em comunicado, respondendo ao anúncio de que a ETA poderá prestar esta informação no próximo dia 08 de abril.


Além disso, o governante francês sustentou que a intenção da ETA de depor as armas, após décadas de violência, “não será sujeita a quaisquer negociações”.


Le Roux falava um dia depois de o chefe do Governo regional basco ter pedido a Paris e a Madrid para ajudar a mediar conversações com o grupo, que anunciou que iria entregar as armas em troca de amnistias e melhores condições para membros presos.


O líder do governo basco, Inigo Urkullu, confirmou na sexta-feira a possibilidade de a ETA estar pronta para entregar as armas a 08 de abril, e disse esperar que seja “definitivo, unilateral, irrevogável, completo e legal”.


O executivo de Madrid, grande opositor da ETA, reagiu com escárnio, exigindo ao grupo que simplesmente se dissolva e nunca mais volte a aparecer.


Fontes do Governo de Mariano Rajoy, citadas pela agência espanhola EFE, valorizaram a rejeição do executivo francês a qualquer negociação com a ETA.


A ETA, fundada em 1959 e considerada um grupo terrorista pela União Europeia, tem procurado negociar a sua dissolução em troca de amnistias ou melhores condições prisionais para os seus cerca de 350 membros presos em Espanha e França.


Ao longo de quatro décadas, os atentados à bomba e tiroteios perpetrados pelo grupo separatista, que reivindicava um país Basco independente, terá causado a morte a 829 pessoas.



JH // VAM


By Impala News / Lusa