Entendimento com PR Moçambique prevê retirada de militares até final de junho – Dhlakama

A retirada total do exército de Moçambique da região da Gorongosa, onde trocou fogo com o braço armado da Renamo em 2016, deve acontecer até final do primeiro semestre, anunciou o líder do partido.

Entendimento com PR Moçambique prevê retirada de militares até final de junho - Dhlakama

Maputo, 05 mai (Lusa) – A retirada total do exército de Moçambique da região da Gorongosa, onde trocou fogo com o braço armado da Renamo em 2016, deve acontecer até final do primeiro semestre, anunciou o líder do partido.


“Vamos fazer um calendário (…) para que até [final] do primeiro semestre deste ano se tenham retirado todas as tropas da região da Gorongosa”, referiu Afonso Dhlakama numa entrevista à edição de hoje do semanário moçambicano Savana.


Aqueles foram os termos que diz ter definido com o Presidente da República, Filipe Nyusi – que, por sua vez, já na última semana tinha anunciado estar em curso a retirada total.


A saída de militares foi testemunhada pela população da Gorongosa, no centro do país, à reportagem da Lusa.


Em causa estão “mais de 26 posições quase no mato” ocupadas pelos militares das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, acrescentou Dhlakama, mas sem precisar o número.


Segundo referiu, não são posições “onde já houve quartéis”, mas sim postos “nas matas” e “quase a cercar a serra da Gorongosa” devido ao conflito.


O líder da Renamo refere que a logística está em curso e acredita que as tropas “não vão chegar a 30 de junho: todas as posições deverão sair, ficando só [preenchidas aquelas] onde havia polícia”.


Afonso Dhlakama anunciou na quinta-feira em teleconferência com jornalistas em Maputo uma trégua ilimitada nos confrontos entre Renamo e Governo, que em 2016 provocaram baixas dos dois lados, no centro e norte do país.


Várias estruturas civis foram também alvo de ataques com um número incerto de vítimas.


O líder da Renamo disse esperar que até final do ano se alcance um novo acordo de paz, o terceiro da história de Moçambique entre Renamo e Frelimo, partido que ocupa o poder desde a independência.



LFO // EL

By Impala News / Lusa