Cristas deixou “o registo” ao Presidente da “restrição inadmissível” dos direitos da oposição
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, cumpriu a intenção de “deixar o registo” ao Presidente da República das preocupações sobre a “restrição inadmissível do exercício dos direitos da oposição” no parlamento.
Lisboa, 25 fev (Lusa) – A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, cumpriu hoje a intenção de “deixar o registo” ao Presidente da República das preocupações sobre a “restrição inadmissível do exercício dos direitos da oposição” no parlamento.
“A nossa intenção foi deixar o registo daquilo que nos preocupa no funcionamento do parlamento. Naturalmente, o senhor Presidente da República ouviu atentamente e agora fará o melhor uso desta informação”, afirmou Assunção Cristas aos jornalistas à saída de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, no palácio de Belém.
A líder centrista escusou-se a comentar as “opções de agenda” do Presidente, ao receber, antes, num almoço o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e sublinhou que “era importante” para o CDS dizer “de viva voz” ao chefe de Estado o que considera ser a “restrição inadmissível do exercício de direitos da oposição dentro do normal funcionamento do parlamento”.
Confrontada com as considerações de Ferro Rodrigues de que o objeto da nova comissão de inquérito à Caixa cumpre os termos regimentais de constitucionais, a líder centrista afirmou: “Parece-me muito bem que possa entrar em funcionamento”.
“Esta nova comissão só tem lugar porque o trabalho do CDS foi bloqueado na anterior comissão”, declarou, sublinhando que a constituição da comissão é potestativa, portanto, imposta por PSD e CDS-PP, exercendo um direito.
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By Impala News / Lusa