Coreia do Sul negoceia com NATO acordo para compras militares
A Coreia do Sul anunciou ter iniciado negociações com a NATO para assinar um acordo básico que permita maior participação das empresas sul-coreanas no “maior mercado de defesa do mundo”.
O início das negociações foi anunciado esta terça-feira pelo Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, após a sua reunião em Ancara, Turquia, com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à margem da cimeira da organização, na qual a Coreia do Sul participa como nação convidada.
O assessor de Segurança Nacional sul-coreano, Wi Sung-lac, explicou no mesmo dia, em conferência de imprensa, que o acordo estabelecerá os aspetos legais e administrativos da cooperação logística e de defesa, bem como dos contratos de compra entre a aliança e o país asiático, qualificando a NATO como “o maior mercado de defesa do mundo”.
Wi acrescentou que o pacto facilitaria a participação das empresas sul-coreanas no mercado de aquisições conjuntas da NATO, avaliado em cerca de 8,4 mil milhões de euros anuais, segundo o assessor presidencial.
O responsável indicou ainda que não foi fixada uma data limite para concluir o acordo, embora Seul procure finalizar as conversações “o mais rapidamente possível”.
Wi sublinhou que o interesse pela indústria militar sul-coreana tem aumentado entre os membros da aliança, perante o incremento da despesa em defesa e o reforço militar europeu.
Por outro lado, o Presidente Lee propôs, durante o Fórum da Indústria de Defesa realizado na véspera, elevar a cooperação a uma “Associação da Indústria de Defesa Coreia do Sul-NATO 2.0”, que vá além da compra e venda de armamento e inclua “investigação, produção e operação conjunta” de sistemas de armas.
Lee sugeriu igualmente ampliar a colaboração em tecnologias avançadas e explorar mecanismos coletivos inspirados na gestão conjunta de reservas estratégicas de petróleo.
A cimeira da NATO arrancou na terça-feira e termina hoje, com foco no reforço do investimento em Defesa, nomeadamente dos aliados europeus face a um recuo dos Estados Unidos (EUA), e no apoio à Ucrânia.
NCM (ARL/TA) // APL
By Impala News / Lusa