China critica reforço da cooperação entre Índia e Japão em minerais críticos

A China advertiu hoje que a cooperação entre países não deve prejudicar os interesses de terceiros, após a Índia e o Japão terem acordado reforçar a colaboração em minerais críticos.

China critica reforço da cooperação entre Índia e Japão em minerais críticos

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou numa conferência de imprensa que a cooperação entre países deve contribuir para “aumentar o entendimento e a confiança” entre os Estados da região e para “manter a paz e a estabilidade regionais”.

Guo sustentou que esses acordos “não devem ser dirigidos contra terceiros nem prejudicar os interesses de terceiros”.

“Sob o pretexto da cooperação, também não se devem formar blocos exclusivos nem fomentar a oposição e o confronto”, acrescentou o porta-voz, sublinhando que preservar a estabilidade e a segurança das cadeias industriais e de abastecimento global é uma responsabilidade comum de todos os países.

O responsável apelou ainda às partes para manterem uma atitude de “abertura e cooperação” e desempenharem um papel construtivo nesse domínio.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou na quinta-feira, após se reunir com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Deli, que a Índia e o Japão vão intensificar a cooperação em minerais críticos para reforçar a resiliência das respetivas cadeias de abastecimento.

A primeira-ministra japonesa afirmou que os dois países enfrentam desafios como a “instrumentalização económica”, embora tenha evitado mencionar diretamente a China.

Os dois líderes anunciaram investimentos conjuntos para reforçar as cadeias de abastecimento em setores estratégicos como os minerais críticos, os semicondutores, a inteligência artificial e a energia.

A aproximação entre Tóquio e Nova Deli ocorre num contexto de deterioração das relações entre a China e o Japão, depois de Takaichi ter afirmado, no final de 2025, que um eventual ataque chinês contra Taiwan constituiria uma ameaça à sobrevivência do Japão e justificaria uma intervenção das Forças de Autodefesa japonesas.

Pequim respondeu com protestos diplomáticos, recomendações oficiais para evitar viagens ao Japão, restrições comerciais e controlos às exportações de bens de dupla utilização destinados a entidades japonesas.

 

JPI //APN

By Impala News / Lusa

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