Chanceler do Brasil diz que Constituinte proposta na Venezuela é um “golpe”

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, classificou de “golpe” o projeto de Assembleia Constituinte anunciado pelo Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, na segunda-feira.

Chanceler do Brasil diz que Constituinte proposta na Venezuela é um

São Paulo, Brasil, 02 maio (Lusa) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, classificou hoje de “golpe” o projeto de Assembleia Constituinte anunciado pelo Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, na segunda-feira.


“Qualifico como um golpe a proposta do Presidente Nicolás Maduro de convocar uma Assembleia Constituinte na Venezuela. É mais um momento de ruptura da ordem democrática, contrariando a própria Constituição do país”, escreveu Aloysio Nunes na rede social Facebook.


O representante do Governo brasileiro destacou ainda que “esta Constituinte não é uma Constituinte como foi feito no Brasil, na qual todos os brasileiros votaram e elegeram seus representantes”.


“Na Venezuela, quem os vai eleger são organizações sociais controladas pelo Presidente Maduro para fazer uma Constituição de acordo com o que ele quer”, escreveu ainda.


Deste que tomaram o poder em agosto do ano passado, após a destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff, os ministros escolhidos pelo Presidente Temer para comandar a chancelaria do Governo brasileiro na Venezuela têm-se mostrado muito críticos as ações de Nicolás Maduro.


Na segunda-feira, o Presidente Nicolás Maduro convocou os cidadãos de seu país para elegerem uma Assembleia Nacional Constituinte cidadã, para preservar a paz e a estabilidade da República.


Em resposta à proposta, o grupo da oposição venezuelana Mesa de Unidade Democrática pediu que a população saia à rua nas principais cidades do país.


As marchas a favor e contra o Presidente venezuelano, intensificaram-se há um mês e, segundo dados oficiais, 28 pessoas morreram.


Fontes não oficiais elevam para 34 o número de mortos em manifestações, nas quais mais de 500 pessoas ficaram feridas e mais de 1.300 foram detidas.



CYR (FPG) // ARA

By Impala News / Lusa