Cerca de 600 agentes voltaram ao trabalho em Espírito Santo, Brasil
Cerca de 600 agentes da polícia militar que estavam em greve no estado do Espírito Santo, no Brasil, voltaram no sábado ao fim da tarde ao trabalho, recomeçando o policiamento ao fim de oito dias de greve.
Vitória, Brasil, 12 fev (Lusa) – Cerca de 600 agentes da polícia militar que estavam em greve no estado do Espírito Santo, no Brasil, voltaram no sábado ao fim da tarde ao trabalho, recomeçando o policiamento ao fim de oito dias de greve.
De acordo com site da rede informativa Globo, estes polícias militares já estão nas ruas de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Cachoeiro, mas não é ainda conhecido o resultado da chamada, feita na sexta-feira, de regresso ao trabalho.
Nalguns pontos da cidade de Vitória, a tropa compareceu em maior número para voltar ao trabalho, mas as famílias de alguns agentes de polícias militares continuam as manifestações, dificultando a saída dos agentes do quartel.
Ainda segundo a Globo, o comando da Polícia Militar está a usar helicópteros para colocar os militares nas ruas, superando assim o bloqueio que as famílias dos agentes fazem às entradas e saídas dos quartéis, exigindo salários mais altos e condições de trabalho melhores.
Já foram colocados 70 polícias militares no patrulhamento das ruas usando este método.
Desde o início da crise, no dia 4 de fevereiro, já morreram 138 pessoas neste estado brasileiro, sendo que 40 dessas mortes aconteceram apenas num dia.
Mais de 3 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança continuam a atuar no estado, um número maior que o dos polícias militares que patrulham o Espírito Santo diariamente
Apesar do regresso dos agentes ao trabalho, permanece ainda a dúvida se os militares que fizeram greve serão punidos e como, mas o ministro da Secretaria do Governo, António Imbassahy, garantiu que não há qualquer possibilidade de amnistia, e o procurador-geral da república, também anunciou que está a estudar a possibilidade de tornar o crime de motim num crime federal.
Até sexta-feira, um total de 703 polícias foram indiciados por crime de “revolta”, cuja pena pode chegar aos 20 anos de prisão, e o secretário dos Direitos Humanos de Espírito Santo, Júlio César Pompeu, disse que as acusações já foram apresentadas e as investigações vão seguir o “curso normal”.
Com o fim da greve, mais de 3.000 soldados voltarão às ruas para realizar as patrulhas, mas a insegurança permanece grande e muitos estabelecimentos estiveram fechados durante toda a semana.
Na sexta-feira, um movimento semelhante teve início no Rio de Janeiro, onde vários regimentos da Polícia Militar foram bloqueados por famílias de agentes reclamando salários atrasados, mas a manutenção da ordem continuava a ser assegurada este sábado de manhã.
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By Impala News / Lusa