Cabo Verde e ONU assinam programa anual de trabalho avaliado em 15,3 ME
O Governo de Cabo Verde e a Organização das Nações Unidas (ONU) assinaram hoje, na cidade da Praia, um plano anual de trabalho, que prevê desembolsos ao país de 16,6 milhões de dólares (15,3 milhões de euros).
Praia, 23 mar (Lusa) – O Governo de Cabo Verde e a Organização das Nações Unidas (ONU) assinaram hoje, na cidade da Praia, um plano anual de trabalho, que prevê desembolsos ao país de 16,6 milhões de dólares (15,3 milhões de euros).
O acordo anual, assinado entre o ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, e a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, é o último do programa quinquenal celebrado entre as partes em 2012.
O programa-quadro das Nações Unidas para a Assistência ao Desenvolvimento (UNDAF) de Cabo Verde para o período 2012-2016 foi alargado até 2017, por causa do período eleitoral do ano passado e pela definição de novas prioridades por parte do atual Governo.
Ulrika Richardson salientou que se trata de um “momento importante” para ONU e destacou o facto de o novo programa anual ter sido elaborado com a colaboração de mais de 80 parceiros, entre públicos, privados e sociedade civil.
A coordenadora disse que o valor a ser desembolsado este ano é um “importante contributo” para o arquipélago, mas garantiu que é algo que a organização quer reforçar e fazer um trabalho conjunto mais estratégico no sentido de mobilizar parcerias e financiamentos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, sublinhou que o programa anual é o culminar de um processo iniciado em 2012 e o resultado de uma “estreita colaboração” entre Cabo Verde, a ONU e os parceiros internacionais.
O governante adiantou que o programa irá abranger quatro pilares, nomeadamente crescimento inclusivo e redução da pobreza, consolidação das instituições, democracia e cidadania, redução das desigualdades e disparidades e sustentabilidade a adaptação às mudanças climáticas.
Também disse que procura ainda dar respostas a setores como a saúde, proteção social, educação, justiça, emprego, segurança, agricultura e segurança alimentar, pesca, urbanismo, demografia e migrações.
O governante sublinhou a importância do setor privado e os “resultados significativos” alcançados em 2016 e destacou a “boa execução financeira” do programa-quadro até agora na ordem dos 94%.
O próximo UNDAF será assinado no próximo ano, perspetivaram Luís Filipe Tavares e Ulrika Richardson.
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By Impala News / Lusa