Antigo chefe do exército israelita Gadi Eizenkot concorrente de Netanyahu lança campanha eleitoral

O antigo chefe do Estado-Maior israelita Gadi Eizenkot, que anunciou querer substituir Benjamin Netanyahu na liderança do governo, lançou hoje à noite a sua campanha eleitoral, quatro meses antes da data prevista para as eleições legislativas.

Antigo chefe do exército israelita Gadi Eizenkot concorrente de Netanyahu lança campanha eleitoral

“Israel merece abrir um novo capítulo. Nós vamos escrevê-lo juntos”, afirmou Eizenkot durante o primeiro comício eleitoral.

“Pelo futuro de Israel, devemos assegurar que, no próximo outubro, o governo do ‘7 de Outubro’ complete o seu papel na história”, adiantou, referindo-se ao governo de Benjamin Netanyahu, no poder durante o ataque mortal sem precedentes do Hamas naquele dia e naquele mês de 2023.

“Então abriremos um novo capítulo da história de Israel, um capítulo muito melhor, porque Israel deve vencer, e vencerá”, acrescentou.

Crítico severo da condução da guerra e da política de Netanyahu, Gadi Eizenkot criou em setembro de 2025 o seu partido Yashar (“Direito” em hebraico).

Uma sondagem da cadeia 12 da televisão israelita, publicado na segunda-feira à noite, dava 22 assentos ao seu partido no parlamento (de um total de 120), logo atrás do Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, que tinha 24 assentos.

Filho de imigrantes de Marrocos, Gadi Eisenkot, de 66 anos, goza de muita simpatia, devido, nomeadamente, à morte em combate do seu filho Gal durante a guerra em Gaza, bem como à de dois sobrinhos seus.

Sem muita experiência política, o ex-general, que também foi adido militar dos primeiros-ministros Ehud Barak e Ariel Sharon, entrou na política em 2022 ao lado do centrista Benny Gantz, seu predecessor à frente do exército.

Mantendo alguma ambiguidade sobre as suas posições quanto à resolução do conflito israelo-palestiniano, foi membro do gabinete de guerra de Netanyahu entre outubro de 2023 e junho de 2024, antes de se demitir.

O seu ar afável e tranquilizante, bem como o seu ritmo de fala bastante lento, distinguem-no de personalidades exuberantes da política israelita, como o atual Primeiro-ministro, conferindo-lhe, para alguns, uma aura de sabedoria.

“Acredito que Israel precisa de uma liderança sionista, integra e digna, de um lar político para os cidadãos que sonham com um outro Israel e desejam deixar aos seus filhos e netos um país forte e seguro”, realçou ainda Eizenkot, sob aplausos.

“Substituiremos uma liderança desprovida de visão e estratégia, que conduz o país para a perda de referências”, concluiu.

ATR // RBF

By Impala News / Lusa

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