Troca de seringas nas prisões continua sem adesão, dez anos após projeto piloto

A troca de seringas nas prisões continua sem adesão, quase dez anos após o início do programa experimental que visou diminuir a contaminação de doenças infecto-contagiosas entre reclusos.

Troca de seringas nas prisões continua sem adesão, dez anos após projeto piloto

Lisboa, 13 mar (Lusa) — A troca de seringas nas prisões continua sem adesão, quase dez anos após o início do programa experimental que visou diminuir a contaminação de doenças infecto-contagiosas entre reclusos.


Em entrevista à agência Lusa, o diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) explicou que um dos entraves que este programa teve desde o início foi o facto de implicar a autodelação dos consumidores.


“Desde o início que eu e outros técnicos fomos da opinião de que isso não ia ser eficaz. Tanto quanto sei não houve alteração a esse desenho”, adiantou João Goulão.


O programa experimental de troca de seringas para reclusos nas prisões portuguesas iniciou-se em setembro de 2007 “na vertente teórica” nas cadeias de Lisboa e Paços de Ferreira.


Apesar da falta de adesão a este programa, João Goulão congratulou-se com o facto de, segundo alguns inquéritos em meio prisional, “a tendência ser de um decréscimo muito significativo do consumo por via injetável, quer no período prévio à detenção quer dentro das prisões. Esse decréscimo continua a ocorrer”.



SMM/ARP // HB

By Impala News / Lusa