PR moçambicano assinala nove meses sem raptos e pede investimentos “em casa”
O Presidente de Moçambique disse hoje, em Lisboa, que o país não regista raptos há nove meses e que o crime retraiu investimentos, levando à saída de moçambicanos, pedindo aos que foram para Portugal para investirem “em casa”.
“Tivemos de nos organizar como Estado para poder estancar este mal e, até este momento, já passam cerca de nove meses [em que] não temos nenhum rapto e queremos que a situação continue assim para o futuro”, disse Daniel Chapo, durante um encontro com a comunidade moçambicana em Portugal.
Segundo o chefe de Estado, Moçambique perdeu muitos investimentos devido aos raptos, um “problema muito sério” que chegou a ser encarado com normalidade e que “complicava a vida” dos moçambicanos, alguns dos quais acabaram por deixar o país.
“Há irmãos nossos que tiveram de sair do país para viver aqui em Portugal. A última vez que estive em Odivelas parecia que estava em Maputo, [estava] cheio de irmãos moçambicanos. Os outros foram para Dubai, outros para o Brasil, então isto complicava a vida e retraía investimentos, tanto nacionais como estrangeiros”, referiu o Presidente moçambicano.
Chapo apelou aos moçambicanos residentes em Portugal para que invistam igualmente em Moçambique, assinalando o crescimento de negócios da diáspora, incluindo restaurantes moçambicanos.
“Nós queremos que os nossos irmãos que estão em Portugal façam investimentos aqui, mas também possam fazer investimentos em casa”, frisou o chefe de Estado moçambicano.
Na terça-feira, Daniel Chapo prometeu continuar a combater o crime dos raptos, que considera uma ameaça ao Estado e ao ambiente de negócios, durante a abertura da 21.ª edição da Conferência Anual do Setor Privado (CASP), o maior fórum moçambicano de diálogo entre os setores público e privado.
Desde outubro do ano passado, quando um empresário português foi raptado em Maputo e posteriormente libertado, não são conhecidos publicamente novos casos de rapto em Moçambique. Segundo dados divulgados anteriormente, este tipo de crime fez 10 vítimas em 2025 e 15 em 2024, sobretudo empresários.
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By Impala News / Lusa