PCP acusa Governo de usar estudantes como cobaias e exige garantias de rigor

A líder parlamentar do PCP acusou hoje o Governo de avançar com uma experiência nos exames na qual “os estudantes foram as cobaias e os professores o bode expiatório”, e exigiu garantias de rigor na afixação das notas.

PCP acusa Governo de usar estudantes como cobaias e exige garantias de rigor

Paula Santos falava no Parlamento na abertura do debate de urgência agendado pelo PCP sobre os problemas na classificação dos exames, que conta com a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre.

A deputada comunista acusou o governante de “fugir ao escrutínio” do Parlamento e de “procurar sacudir responsabilidades”, responsabilizando “as escolas, os diretores, os professores e até as famílias”.

“O Governo decidiu avançar com um procedimento experimentalista sem estar devidamente testado, em que os estudantes foram as cobaias e os professores o bode expiatório de um problema criado pelo Governo”, criticou.

Minutos depois de, no Parlamento, o ministro da Educação ter dito que os exames estão classificados e que as pautas serão afixadas hoje, a líder da bancada comunista sublinhou que este processo não “pode ser feito de qualquer maneira” e não se trata de um “mero ato administrativo”.

“Tem de garantir rigor. E é por isto que, muito provavelmente, por estas questões não estarem a ser garantidas, que serão certamente muitos os pedidos de reapreciação dada a falta de fiabilidade do procedimento adotado”.

Paula Santos pediu garantias de que “as classificações correspondem às provas realizadas pelos estudantes, com itens incompletos ou vazios”, e questionou que medidas foram tomadas “para garantir que todos estes problemas não se voltam a repetir”.

“Com toda esta trapalhada neste final de ano letivo, que ainda está por concluir, com os professores assoberbados, como está a ser preparado o próximo ano letivo? É porque a preparação do próximo ano letivo é agora”, perguntou também.

Criticou ainda o facto de ter sido o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, a anunciar o pagamento de horas extraordinárias aos professores classificadores e considerou que essa era já “uma obrigação legal”.

A deputada do PCP ironizou ainda que “foi graças à derrota do pacote laboral que o que foi oferecido aos professores não foi o banco de horas”.

TS/MCA // SSS

By Impala News / Lusa

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