Nova obra ensaística de Helder Macedo hoje apresentada em Lisboa
O novo livro de Helder Macedo, “Camões e Outros Contemporâneos”, é apresentado hoje em Lisboa, no El Corte Inglés, seguindo-se uma conferência pelo ensaísta intitulada “Os Lusíadas: Portugal, filho de Baco”.
Lisboa, 14 fev (Lusa) — O novo livro de Helder Macedo, “Camões e Outros Contemporâneos”, é apresentado hoje em Lisboa, no El Corte Inglés, seguindo-se uma conferência pelo ensaísta intitulada “Os Lusíadas: Portugal, filho de Baco”.
A obra, publicada pela Editorial Presença no passado dia 02, reúne “ensaios e testemunhos” sobre autores como D. Dinis, Eça de Queiroz ou Herberto Helder.
Na introdução, Helder Macedo explica a premissa com que partiu para esta coletânea de ensaios: “Contemporâneos são todos aqueles com quem vivemos”.
“Daí o título desta coletânea de ensaios e de testemunhos, com Luís de Camões em predominante recorrência entre D. Dinis e Herberto Helder”, justifica o ensaísta.
“A escolha não foi fácil, tenho por aí muitas vidas dispersas. De uma lista inicial de quase o dobro ficaram 25”, afirma, acrescentando: “o livro termina com um algo ambicioso (mas sem dúvida omisso) enquadramento analítico dos oito séculos de literatura portuguesa no seu contexto histórico e cultural”.
A obra divide-se em quatro partes, sendo a primeira “Camões e a Modernidade da Tradição”, que inclui, entre outros, ensaios sobre o autor d'”Os Lusíadas”, sobre Sá de Miranda ou ainda um intitulado “Luso, filho de Baco”.
A segunda, “História, Memória e Ficção”, inclui, entre outros, uma reflexão sobre história e profecia, em que aborda o cronista Fernão Lopes, o padre jesuíta António Vieira e o historiador e político Joaquim d’Oliveira, para além de textos sobre as personagens D. Quixote e Dulcineia, de Cervantes, sobre “ficções da identidade” em Fernando Pessoa e Cesário Verde, ou um texto de 2012 sobre o romance “A Balada da Praia dos Cães”, de Cardoso Pires.
Na terceira parte apresenta o que chama de “Testemunhos”, na qual reúne oito textos, nomeadamente sobre Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário Cesariny ou Herberto Helder, e ainda um que intitula “Pensamentos e escritos (pós) coloniais: Partes de África”, numa referência ao seu romance “Partes de África”, editado em 1991.
A quarta parte é dedicada ao “enquadramento analítico dos oito séculos de literatura portuguesa”, um texto, que explica o autor, professor catedrático jubilado do King’s College, em Londres, foi uma encomenda dos seus colegas da Universidade de Oxford para um “Companion to Portuguese Literature”, “destinado primordialmente a um público universitário”, que leva Helder Macedo a acrescentar: “Creio que esta versão portuguesa poderá também ajudar a contextualizar os textos” que escolheu para fazerem parte desta coletânea.
Helder Macedo, nascido há 81 anos na África do Sul, é autor de vários ensaios sobre literatura portuguesa e paralelamente assina vários títulos de ficção e de poesia, entre outros, os romances “Pedro e Paula” (1998) e “Tão Longo Amor Tão Curta a Vida” (2013), a coletânea “Poemas Novos e Velhos” (2011) e “Romance” (2015).
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By Impala News / Lusa