Ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa voltaram a parar devido a greve dos trabalhadores

As ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa voltaram a parar devido a uma greve parcial dos trabalhadores da Soflusa, devido à falta de embarcações e à inexistência de respostas sobre a revisão do Acordo de Empresa.

Ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa voltaram a parar devido a greve dos trabalhadores

Barreiro, Setúbal, 23 mar (Lusa) – As ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa voltaram a parar na tarde de hoje devido a uma greve parcial dos trabalhadores da Soflusa, devido à falta de embarcações e à inexistência de respostas sobre a revisão do Acordo de Empresa.


“A adesão neste período da tarde foi igual ao que se tinha registado no período da manhã, de 100 por cento, ou seja, durante os períodos definidos de greve não circulou nenhuma embarcação”, disse à Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marina Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).


Fonte oficial da empresa confirmou à Lusa a paralisação e avançou que no período da manhã a adesão à greve foi de 80 por cento, entre a direção de operações e a direção comercial.


Os trabalhadores da Soflusa estão a realizar hoje um dia de greve parcial, devido à falta de embarcações para assegurar as carreiras e à inexistência de respostas sobre o processo de revisão do Acordo de Empresa, para o qual já existe um pré-acordo.


A greve na Soflusa é de duas horas por turno, afetando as ligações entre as duas margens nos períodos das horas de ponta de manhã e de tarde.


Segundo o sindicalista, no período da manhã apenas foram efetuadas as carreiras dos serviços mínimos decretados, mas no período da tarde não circulou nenhum barco, por não estarem definidos serviços mínimos.


“Os primeiros barcos devem começar a circular cerca das 20:50. Depois desta greve, os trabalhadores vão reunir em plenário e definir o que fazer a seguir. Do dia de hoje saiu uma boa notícia, que um dos barcos que está parado vai para reparação na segunda-feira, mas sobre o resto não tivemos mais nenhuma informação”, afirmou.


O deputado do PSD Bruno Vitorino, eleito pelo distrito de Setúbal, considerou hoje “absurdas” as razões invocadas pelos sindicatos para a realização da greve.


“Se a preocupação dos sindicatos fosse efetivamente as pessoas que vão diariamente trabalhar para Lisboa, não faziam uma greve em horas de ponta, que objetivamente só prejudica quem utiliza estes transportes”, frisou.


Carlos Costa referiu que o deputado social-democrata está a fazer “contrainformação”, de modo a “esconder o estado em que deixaram a empresa”.


“Foi até o PSD que levantou a questão do navio acidentado no Terreiro do Paço junto do Ministério Público. Esta ação levou a que o navio fosse apreendido e por isso é mais um que está impedido de circular”, frisou.



AYL // MLS

By Impala News / Lusa