Hollande promete justiça e classifica violência urbana como “inaceitável”
O presidente francês, François Hollande, prometeu justiça após a alegada violação de um jovem negro durante uma operação policial, classificando como “inaceitável” a violência urbana que se seguiu.
Paris, 14 fev (Lusa) – O presidente francês, François Hollande, prometeu hoje justiça após a alegada violação de um jovem negro durante uma operação policial, classificando como “inaceitável” a violência urbana que se seguiu.
“É preciso que a justiça funcione”, disse o chefe de Estado durante uma deslocação a Aubervilliers, nos subúrbios de Paris.
A dois meses das eleições presidenciais, Hollande apelou à calma nos arredores da capital, após muitas noites consecutivas de violência urbana, motivada pela alegada violação de um jovem negro, Théo, numa operação policial em Aulnay-sous-Bois, subúrbio do nordeste de Paris, a 02 de fevereiro.
Este caso agravou as relações já conflituosas entre jovens e agentes policiais nos bairros sensíveis de França, onde a polícia é muitas vezes vista como uma força hostil.
Esta foi aliás a questão que motivou os confrontos que afetaram o país durante três semanas em 2005, quando 10.000 viaturas foram incendiadas e 6.000 pessoas identificadas pelas autoridades após a morte de dois adolescentes eletrocutados num transformador onde se tinham escondido para fugir à polícia.
Hoje, Hollande apelou ao “respeito”, sublinhando que “não há vida em comum se não houver respeito”.
“O respeito, é o que devemos a estes jovens quando são controlados, quando eles próprios são confrontados com situações de violência (…). E quando há incumprimentos, estes devem ser claramente denunciados e a justiça aplicada”, afirmou, numa referência ao caso Théo.
O respeito, acrescentou ainda, “é o que todos devemos ter para com as instituições, da polícia, da justiça”.
Cenas de violência urbana repetem-se diariamente há mais de uma semana em várias localidades dos subúrbios de Paris.
Um dos quatro polícias envolvidos na detenção de Théo foi alvo de uma acusação preliminar por violação e outros três por violência.
FPA
By Impala News / Lusa