Governo timorense diz que legado de padre João Felgueiras vai ficar ligado à história do país
O Governo timorense lamentou a morte do padre João Felgueiras, em Díli, e destacou que a sua missão contribuiu para a preservação da identidade nacional, salientando que vai permanecer ligado à história de Timor-Leste.
“O legado do padre João Felgueiras permanecerá para sempre ligado à história de Timor-Leste. A sua vida de serviço, coragem, solidariedade e dedicação constitui um exemplo de compromisso com a educação, a justiça, a dignidade humana e o desenvolvimento nacional, permanecendo na memória e na gratidão do povo timorense”, pode ler-se num comunicado à imprensa.
Na nota, o Governo timorense destaca também que a “missão pastoral, educativa e humanitária” do padre Felgueiras foi um “importante contributo para a preservação da identidade nacional, para a promoção da solidariedade, da dignidade humana e da esperança”.
O padre João Felgueiras morreu sexta-feira em Díli, onde residia desde 1971, com 105 anos.
João Felgueiras dedicou a sua vida à educação e à língua portuguesa, mesmo quando estava proibida em Timor-Leste, durante a ocupação indonésia.
O antigo Presidente Jorge Sampaio condecorou o padre jesuíta em 2002 como Grande Oficial da Ordem da Liberdade, pela sua luta pela preservação da língua portuguesa em Timor-Leste.
Em 2011, foi-lhe ainda atribuída a nacionalidade timorense, em reconhecimento dos seus altos e relevantes serviços ao país.
Em 2016, foi condecorado pelo ex-chefe de Estado timorense Taur Matan Ruak com a insígnia da Ordem de Timor-Leste.
Em 2022, voltou a receber uma condecoração por um Presidente de Portugal, quando o antigo chefe de Estado Marcelo Rebelo de Sousa o distinguiu com a Grã-Cruz da Ordem de Camões.
“Em 2024, durante a sua Visita Apostólica a Timor-Leste, o Papa Francisco prestou-lhe uma homenagem pessoal, em reconhecimento da sua longa missão ao serviço do povo timorense”, recordou o Governo timorense.
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By Impala News / Lusa