Autocarro desgovernado mata duas mulheres em Agualva-Cacém e faz cerca de 20 feridos
Duas mulheres morreram esta manhã em Agualva-Cacém depois de um autocarro desgovernado da Carris Metropolitana as ter atropelado enquanto aguardavam na paragem, junto à estação de comboios. Há cerca de 20 feridos, quatro em estado grave. As causas do acidente estão a ser investigadas pela PSP.
O alerta foi dado às 09h42 para a Rua Elias Garcia, no túnel de acesso à estação rodoviária e ferroviária de Agualva-Cacém, no concelho de Sintra. O autocarro da Carris Metropolitana terá ficado desgovernado, não travou ao chegar à paragem e atropelou as duas mulheres que ali aguardavam, antes de colidir contra um pilar da estação. O condutor é um dos feridos e está a receber apoio psicológico.
Vítimas mortais do acidente com autocarro são duas mulheres
As vítimas mortais são duas mulheres entre os 30 e os 40 anos. Os feridos, que seguiam no interior do autocarro e estavam no passeio, foram transportados para os hospitais Amadora-Sintra e São Francisco Xavier. Pelas 10h50 estavam no local 35 operacionais dos bombeiros de Agualva-Cacém, Belas e Queluz e da PSP, apoiados por 16 viaturas, entre elas duas viaturas médicas de emergência e reanimação dos hospitais Amadora-Sintra e São Francisco Xavier. Foi também enviada para o local uma unidade móvel de intervenção psicológica de emergência.
O número de feridos diverge entre fontes: a Proteção Civil aponta para 14, enquanto a CNN Portugal e o Notícias ao Minuto indicam cerca de 20. O balanço definitivo será divulgado pelas autoridades nas próximas horas.
“Cenário de multivítimas”
O acidente, que a Proteção Civil descreveu no seu site como “atropelamento rodoviário”, provocou enorme comoção no local, uma zona muito movimentada em horas de ponta junto à estação de Agualva-Cacém. O intendente Francisco Alves, da PSP, confirmou a morte das duas mulheres e adiantou que as causas do acidente estão a ser investigadas. O comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, João Raminhos, descreveu a cena como “um cenário de multivítimas”.
O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, deslocou-se ao local emocionado, referindo-se às vítimas como “gente do trabalho”, e a autarquia enviou uma equipa de psicólogos para prestar assistência no terreno. As causas do despiste são ainda desconhecidas e a PSP está a investigar.