Operação de aumento de capital do BCP arranca hoje

A operação de aumento de capital do BCP de 1,33 mil milhões de euros, que visa o reembolso total da ajuda estatal de 700 milhões de euros e o reforço dos rácios de capital, começa hoje e estende-se até 02 de fevereiro.

Operação de aumento de capital do BCP arranca hoje

Lisboa, 19 jan (Lusa) – A operação de aumento de capital do BCP de 1,33 mil milhões de euros, que visa o reembolso total da ajuda estatal de 700 milhões de euros e o reforço dos rácios de capital, começa hoje e estende-se até 02 de fevereiro.


A transação de direitos decorre até 30 de janeiro e a divulgação do resultado desta oferta está programada para 03 de fevereiro.


O BCP anunciou na segunda-feira da semana passada um aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, superior ao seu valor em bolsa.


Após a conclusão com sucesso desta oferta e o reembolso integral dos ‘CoCos’ (dívida que pode ser transformada em ações em determinadas circunstâncias), o banco estima que o rácio de solvabilidade ‘common equity tier 1’ (CET1) situar-se-á nos 11,4% (em referência a 30 de setembro de 2016).


Já é conhecido que o acionista chinês Fosun quer aproveitar para ficar com 30% do BCP, face aos 16,7% que detém desde final de 2016, sendo que a angolana Sonangol tem também autorização para aumentar a sua participação no capital do banco para aproximadamente 30%, mas não se sabe se vai exercer essa opção.


Na apresentação aos investidores do aumento de capital, o BCP perspetiva que voltará a distribuir dividendos aos acionistas em 2019, referindo que quer distribuir 40% dos resultados que obterá em 2018.


Este aumento de capital contará com um consórcio de bancos internacionais que garantem a operação, liderado pela Goldman Sachs International e pelo J.P. Morgan Securities, e que conta ainda com o Credit Suisse Securities, a Mediobanca e a Merrill Lynch International, sendo o preço de subscrição da oferta fixado em 9,4 cêntimos por ação.


As agências de ‘rating’ consideram que a operação é “positiva” para o banco liderado por Nuno Amado, apesar de destacarem os elevados ativos problemáticos que o banco ainda tem no balanço, sobretudo, o crédito malparado.



DN/IM // MSF

By Impala News / Lusa