Câmara dos Representantes aprova financiamento do Estado até fim de setembro
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou o acordo que financia o Estado federal até ao final de setembro, sem incluir fundos para o muro que Donald Trump quer construir na fronteira com o México.
Washington, 04 mai (Lusa) – A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou hoje o acordo que financia o Estado federal até ao final de setembro, sem incluir fundos para o muro que Donald Trump quer construir na fronteira com o México.
O documento recebeu apoio dos dois partidos, com 309 votos a favor e apenas 118 contra, e segue agora para o Senado, onde deverá ser aprovado ainda esta semana, e depois para a Casa Branca.
Apesar de os republicanos terem uma maioria nas duas câmaras do Congresso americano, a lei precisa de 60 votos para ser aprovada pelo Senado, o que deu poder negocial aos democratas.
O partido de Barack Obama disse que não deixaria passar qualquer documento que incluísse fundos para a construção do muro, uma das grandes promessas de campanha de Trump, mas permitiu a inclusão de 1,5 mil milhões de dólares (1,37 mil milhões de euros) para melhorar a segurança nas fronteiras.
Nas negociações, os democratas também conseguiram evitar que fosse cortado o financiamento à Planned Parenthood, uma organização que presta cuidados de saúde e é muito criticada pelos conservadores por prestar interrupções de gravidez, e transferências de dinheiro para as “cidades santuário”, cidades que protegem os seus imigrantes indocumentados não fazendo cumprir as leis federais.
No seguimento do orçamento, Donald Trump enviou sinais contraditórios sobre o acordo, dizendo que o Estado “precisa de um bom encerramento” neste outono para resolver a “confusão” que existe no Senado, mas ao mesmo tempo disse que “isto é o que ganhar parece”.
Este texto deve evitar um novo bloqueio como o de outubro de 2013, quando centenas de milhares de funcionários federais tiveram de ficar em casa durante duas semanas por falta de financiamento.
Nos Estados Unidos, o Estado federal não pode funcionar sem que o Congresso tenha votado os seus créditos de funcionamento.
AYS // ARA
By Impala News / Lusa