A Promessa: Após sofrer um grave acidente, Tomas é hospitalizado
Depois de um confronto com Miguel, Tomás volta a beber, despista-se e é levado inanimado para o hospital. O primo sente-se culpado e pede-lhe perdão
Nos próximos episódios, Olga (Soraia Chaves) promove uma sessão familiar entre António (José Wallenstein), Miguel (João Catarré) e Tomás (Lourenço Ortigão) e força a simulação da queda de Miguel. O playboy, pressionado, acaba por confessar que foi o responsável pelo acidente. António, em choque, sente-se mal. Tomás sai de casa disparado, tem uma recaída com o álcool e acaba por sofrer um grave acidente de viação.
Já no hospital, o filho de António está na cama, adormecido. Respira autonomamente e está ligado a um monitor multiparamétrico de sinais vitais. Laura (Victoria Guerra), fardada, entra e fica a observá-lo, emocionada. Carinhosamente, acaricia-lhe os cabelos. “Quase que te perdia. Por favor, não desistas, continua a lutar. Eu preciso de ti. Seja de que maneira for. Eu não te posso perder, Tomás…” Beija-lhe o rosto e fica a contemplá-lo, angustiada.
Momentos depois, entra Helena (Ana Padrão). Destruída e lavada em lágrimas, olha para o filho: “Perdoa-me não ter evitado aquela maldita sessão. A psiquiatra e o teu primo, vão pagar por isto. Prometo…”, diz-lhe, enquanto continua a olhar para ele destruída. António entra também, senta-se junto à cama do filho, que continua inconsciente e ligado ao monitor de sinais vitais. “Nunca me vou conseguir perdoar por tudo o que sofreste. Estava tão concentrado no Miguel, que me esqueci de ti. Acorda, Tomás. Deixa-me ser o pai que nunca fui para ti, acorda. Ainda há tempo”, afirma. Entra uma enfermeira, trazendo uma unidade de soro que vai colocar no suporte. António age como se ela não estivesse presente. “Não desistas, filho. Por mais erros que façamos, vale a pena viver.” Camila (Paula Magalhães) chega também e senta-se junto dos pais.
Horas mais tarde, Tomás está sozinho quando Miguel aparece, ficando chocado ao ver que ele continua inconsciente e ligado ao monitor de sinais vitais. Miguel hesita, mas acaba por entrar. Percebemos que se comove com a fragilidade do primo. “Achei que ver-te assim ia fazer com que me sentisse vingado, mas não… Não quero que passes o que eu passei, não quero ver-te aqui, primo. Perdoa-me. Luta!”, pede-lhe, não controlando as lágrimas. Nisto, o primo, como se o tivesse ouvido, abre os olhos e fixa-o. Entra um cirurgião que o observa e, ansioso, Miguel pergunta se ele está bem, pois parece confuso. “É normal, esteve apagado durante muito tempo. Temos de esperar e controlar a medicação, até ele recuperar totalmente a consciência”, informa o médico. Preocupado, Miguel questiona se ele ficou com lesões. “As reações aos estímulos parecem bem”, esclarece o especialista. Miguel tem um sorriso nervoso, aliviado, e aproxima-se do primo, que parece olhá-lo, como se o reconhecesse. “Parece que vais sair desta”, diz-lhe, sentindo-se aliviado. De seguida, regressa ao palacete, sentindo-se mais calmo.
Texto: Neuza Silva (neuza.silva@impala.pt); Fotos: Divulgação SIC