Enfermeiro em greve de fome

Carlos Ramalho, presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), começou às 12h00 desta quarta-feira, dia 20 de fevereiro, uma greve de fome por tempo indeterminado, nos jardins junto ao Palácio de Belém. Com «determinação inabalável», o sindicalista de 51 anos garante que só sairá da frente da residência oficial do Presidente da República «quando o Governo decidir voltar […]

Carlos Ramalho, presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), começou às 12h00 desta quarta-feira, dia 20 de fevereiro, uma greve de fome por tempo indeterminado, nos jardins junto ao Palácio de Belém. Com «determinação inabalável», o sindicalista de 51 anos garante que só sairá da frente da residência oficial do Presidente da República «quando o Governo decidir voltar às negociações com osenfermeiros». «O que me levou a tomar esta decisão extrema foi também o extremismo por parte do Governo ao proibir os enfermeiros de fazerem greve. Houve uma manobra política muito feia com o objectivo de descredibilizar a nossa classe profissional, o nosso trabalho, os nossos objectivos. E houve uma grande manipulação da opinião pública para voltar o povo contra os enfermeiros», começa por explicar. A união «de uma vez por todas» destes profissionais da Saúde é o segundo objectivo desta abstinência, salienta o protestante.

«Estou aqui a cumprir aquilo que prometi aos enfermeiros»